Em alguns membros da Assembleia de Freguesia

 

Veiculada pela Junta de Freguesia de S. João da Madeira (JFSJM), através de comunicado entretanto divulgado pela comunicação social local, a notícia da renúncia de Carlos Renato da Silva Santos ao seu mandato tanto naquela instituição como na Assembleia de Freguesia (AF) foi recebida com “estranheza” por alguns membros da AF.

Na última sessão da AF, José Miguel Dias foi o primeiro a solicitar “informação adicional” sobre o assunto, uma vez que, segundo este elemento da coligação PSD/CDS-PP, os “motivos [pessoais]” apresentados para justificar a decisão do antigo secretário da JFSJM “levantam-nos algumas dúvidas e estranheza”.

Seguiu-se, pouco tempo depois, António Mendes. Ao representante da CDU -Coligação Democrática Unitária a “demissão” de Renato Santos – em seu entender, uma “pessoa totalmente empenhada na sua função” – também causou “estranheza”. “Motivos pessoais servem para muita coisa”, acrescentou o comunista.

Em resposta a estas duas interpelações, a presidente da junta, Helena Couto, não disse muito. Apenas que lamentava que Renato Santos, “pessoa da minha inteira confiança, que estimo muito”, “não esteja disponível”.

Assembleia de Freguesia conta com dois novos membros

Com a saída de Renato Santos, é Teresa Regina Nunes Pires (nome proposto por Helena Couto) que vai ocupar o lugar vago na JFSJM. A nova vogal foi eleita por maioria na AF da passada terça-feira.

Recorde-se, tal como o labornoticiou em edição anterior, que a líder da junta já tinha nomeado em reunião de executivo Pedro Teixeira da Silva, tesoureiro, como seu substituto legal e António Luís Correia Costa como secretário.

Quanto ao assento de Renato Santos na Assembleia de Freguesia, passa a pertencer a Rita Loureiro (PS). Mas atenção que as mudanças na AF não se quedam por aqui.

António Neves dos Santos passou “para membro efetivo da bancada do PS” após “renúncia”, “por questões de força maior, de índole pessoal”, de Rui Manuel Ramos de Oliveira.

 

Breves da Assembleia de Freguesia

Cheques veterinários Ana Couto questionou a Junta de Freguesia de S. João da Madeira (JFSJM) sobre os cheques veterinários. A freguesa quis saber quantos já tinham sido atribuídos, qual o seu valor e o que é preciso fazer para poder usufruir dos mesmos.

A presidente Helena Couto informou que “para o cheque veterinário ser implementado é preciso um regulamento”, questão que está a ser tratada pela JFSJM.

Bancos Ana Coutotambém alertou para a degradação dos bancos de descanso nos passeios em Fundo de Vila, concretamente junto à biblioteca existente naquele lugar da cidade, sugerindo ou o seu arranjo, ou a sua substituição. Helena Couto disse que “ia passar essa informação ao presidente da câmara”.

Ilustração A mesma sanjoanense sugeriu ainda “levar a ilustração [no âmbito do 11º Encontro Internacional de Ilustração de S. João da Madeira] ao bairro de Fundo de Vila, especificamente a estes bancos de descanso”. Algo que, segundo Helena Couto, já aconteceu: “a Ilustração já foi a Fundo de Vila”, informou a líder autárquica.

Parque Canino A propósito do Parquede Exercícios, Recreio e Passeio Canino da JFSJM, situado no Parque de Nossa Senhora dos Milagres, Ana Couto quis saber “para quando” o fomento de “sessões de treino para cães, através do estabelecimento de parcerias com profissionais da área na cidade”, e de “sessões de sensibilização para socialização dos animais e para o cumprimento das obrigações legais por parte dos donos”.

Ainda nesta área, a freguesa sugeriu “a criação de um boletim com indicações, dicas práticas de como tratar, educar, integrar na família o animal, cuidados de saúde, higiene em casa e, principalmente, na via pública”. 

A propósito, Helena Couto adiantou que, antes de mais, “temos de fazer a manutenção” daquele espaço, uma vez que “a relva está muito deteriorada”.

Agradecimento Por último, Ana Couto agradeceu à JFSJM por uma série de iniciativas. A saber, dinamização da Biblioteca de Fundo de Vila, Orçamento Participativo, Passeio Anual Sénior (este ano a Fátima), Passeio Cultural Sénior, idas à praia, continuação da Picadinha e do transporte de doentes ao IPO do Porto.

Hora Marcada para as 18h30,nem todos puderam comparecer à sessão da Assembleia de Freguesia (AF) desta última terça-feira. Segundo José Miguel Dias, esta é uma “hora a que não estamos habituados”, sendo que “por uma questão de cortesia e respeito devíamos ter sido ouvidos”. “Numa próxima situação, gostaríamos de ser parte ativa da resolução do problema”, disse o elemento da coligação PSD/CDS-PP.

Em resposta, Paulo Silva afirmou que, “como há fregueses que não podem assistir à noite [às sessões da AF], dei oportunidade a quem pode vir de tarde”. Segundo o líder da AF, “as reuniões até poderão vir a realizar-se aos sábados (de manhã ou de tarde), mas para isso iremos dialogar antes”.

José Miguel Dias usou novamente da palavra para avisar Paulo Silva que “para fazer o que diz” é preciso alterar o Regimento da Assembleia de Freguesia.

Orçamento Participativo José Miguel Dias apelou “a um maior dinamismo na divulgação do Orçamento Participativo” (OP). Na sua ótica, a junta não aproveitou da melhor forma a sua presença no evento “A Cidade no Jardim”, não tendo chamado devidamente à atenção dos fregueses que “tinham ali uma oportunidade para exprimir o seu voto” nem informando que era obrigatório “votar em dois projetos”.

“Se há coisa que nos preocupa é a sua divulgação [do OP]”, garantiu Helena Couto. Aliás, este “é um objetivo pessoal”, acrescentou a autarca local, assegurando que ela própria, n’ A Cidade no Jardim, chamou “as pessoas a votarem” e esclareceu-as quanto à obrigatoriedade dos dois votos.

Ainda a propósito, Duarte Lima Vieira Araújo (PS) enalteceu o “esforço” que tem sido feito em termos de divulgação, “mesmo à distância (através, por exemplo, das plataformas de redes sociais)”. Algo que, em seu entender, “acaba por ser o reflexo de um executivo tão jovem”.

Paços da Cultura António Mendes (CDU) perguntou para quando a mudança da junta de freguesia para os Paços da Cultura. Ao que Helena Couto respondeu: “estamos a fazer tudo para que seja” o mais rapidamente possível.

De acordo com a presidente, o edil Jorge Sequeira vai apresentar as propostas de protocolos de cooperação, resultantes do memorando de entendimento assinado a 16 de maio passado,”na próxima reunião de câmara” para, depois, serem submetidas à apreciação da Assembleia Municipal.

Sobre esta matéria, Filipe Loio (PS) elogiou a escolha dos Paços da Cultura para sede da junta. Este é, na sua opinião, “um espaço nobre, central, que se encontra subaproveitado”.

Autocarro Quanto ao autocarro que a câmara vai disponibilizar à JFSJM, tanto a gestão como a manutenção do veículo “serão feitas pela junta”, adiantou Helena Couto. Este tema foi trazido a público também por António Mendes

Ação Social O comunista defendeu ainda que a junta devia preocupar-se com quem “precisa de auxílio” a nível social. “Não quero que na minha terra haja pessoas que não possam usufruir da atenção da junta”, referiu António Mendes.

De acordo com Helena Couto, não obstante “termos uma grande Rede Social” em S. João da Madeira atenta a quem mais precisa, a própria junta vai tendo um papel importante em termos de ação social. Por exemplo, “pagamos medicamentos a bombeiros com dificuldades”, exemplificou.

Limpeza Além de dar nota da iniciativa Ginástica para Todos, que “contribui para a redução do sedentarismo”, Filipe Loio (PS) não poupou elogios à “parceria sem igual no passado” entre a JFSJM e a edilidade tendo em vista a limpeza do Parque de Nossa Senhora dos Milagres. Para este membro socialista da AF, “foi o primeiro passo para a desejosa revitalização das Festas do Parque e do próprio parque”.

Já José Miguel Dias (PSD/CDS-PP) mostrou-se reticente: “vamos ver qual a regularidade [da limpeza] daqui para a frente”.

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