Obra da EN223 é para estar concluída no final do primeiro semestre de 2019

 

 

O labor soube em primeira mão que no troço da Estrada Nacional (EN) 223 entre Arrifana e Santa Maria da Feira, que vai ser reabilitado, a primeira das três rotundas a ser construída é a de Sanfins, no cruzamento, onde estão os semáforos, com as ruas do Monte e da Quintã. A informação foi adiantada ao jornal por António Oliveira, segundo o qual o início desta primeira intervenção “está para breve”.

Em declarações exclusivas ao labor, o engenheiro da Construções Carlos Pinho, Lda., responsável pela obra, disse ainda que a empresa já está “no terreno a montar o estaleiro [nas traseiras do horto ali existente face à estrada (ver foto)], coisa que não podia fazer enquanto a obra não fosse consignada,” e que aguarda por “elementos para implantar topograficamente” que a Infraestruturas de Portugal (IP) “irá fornecer”.

Investimento de cerca de dois milhões de euros e prazo de execução de 400 dias

Tal como fez no Fórum Municipal de S. João da Madeira onde, na passada sexta-feira, teve lugar a cerimónia de assinatura do auto de consignação e de apresentação da empreitada de reabilitação do troço entre S. João da Madeira e Vale de Cambra da ER227/IC2, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas marcou presença em idêntica sessão no salão nobre da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, mas desta feita por causa da EN223.

É num troço de cerca de seis quilómetros desta estrada nacional que atravessa o município feirense que o Governo vai investir dois milhões e 65 mil euros (cerca de um milhão de euros em pavimentação e 600 mil euros “em obras acessórias”). O objetivo é melhorar as condições de segurança e acessibilidade aos milhares de condutores que diariamente circulam nesta via, entre os quais muitos sanjoanenses.

Com um prazo de execução de 400 dias, a empreitada consiste, conforme explicou o presidente da IP António Laranjo, na reabilitação estrutural do pavimento; reformulação das intersecções aos km 17,65, 18,100 e 18,950, através da construção de três rotundas; requalificação dos sistemas de drenagem; renovação, readaptação da sinalização horizontal, vertical e dos equipamentos de segurança; iluminação pública nas novas rotundas; barreiras acústicas; e trabalhos de integração paisagística.

Na ocasião, foi solicitada, até pelo próprio Pedro Marques, a “colaboração dos autarcas” para sensibilizar as populações quanto a eventuais incómodos e “dores de cabeça” que os trabalhos poderão causar, uma vez que se trata de “uma obra impactante”. “Precisamos de um pouco mais de paciência”, pediu o membro do Governo.

Problemas das zonas da Cruz e de Picalhos por “resolver”

 

Créditos: Gisélia Nunes

Com Pedro Marques ali mesmo ao lado, Emídio Sousa não perdeu a oportunidade de “dar uma alfinetada” ao Governo liderado por António Costa: “A política de cativações do Governo levou ao adiamento, mas, apesar destes dois anos excessivos de atraso, fico contente por a obra se realizar”. Mas não se quedou por aqui.

O edil de Santa Maria da Feira fez ver ao governamental que “esta é apenas uma parte da obra”. “Falta resolver o grave problema que é a zona da Cruz, para onde estava previsto um túnel, e a zona de Picalhos”, concretizou.

A IP “tem-nos dito que o túnel não é exequível, mas estamos dispostos a trabalhar numa solução conjunta, porque temos que resolver aquele grave constrangimento que impede a travessia das pessoas e das viaturas para o lado norte da cidade, que cresceu – hoje já temos ali mais de 2.000 pessoas a viver, que precisam de ter esta ligação aos serviços da cidade”, defendeu Emídio Sousa.

Concurso para conclusão da variante Arouca-Feira “ainda nesta legislatura”

É imperioso acabar com a via Feira-Arouca”, defendeu o presidente da câmara de Santa Maria da Feira. Embora a cerimónia tivesse a ver com a EN223, Emídio Sousa aproveitou a presença do ministro do Planeamento e das Infraestruturas para lembrar ao governamental e aos restantes presentes no salão nobre dos Paços do Município que a conclusão da variante Feira-Arouca, “que é uma promessa com mais de 20 anos, continua a ser sucessivamente prometida, incluindo por primeiros-ministros”.

Aliás, chega ao ponto de esta obra ter “projeto de execução adiantado, a aguardar autorização do Ministério das Finanças”, disse o autarca feirense considerando “inaceitável que Arouca não tenha uma acessibilidade adequada”.

A propósito, e ainda em S. João da Madeira, Pedro Marques já havia adiantado em declarações aos jornalistas que a via rápida de Arouca “é um dos investimentos que fazem parte do nosso programa de acesso às zonas empresariais”. Esta é, segundo o membro do Governo, “uma das obras prioritárias a realizar”.

“Ainda não foi possível arrancar com o concurso público, mas temos a expetativa que isso possa acontecer ainda nesta legislatura”, adiantou Pedro Marques, acrescentando: “Uma vez mais com a limitação de não termos financiamento comunitário”.

Base Aérea de Maceda pode “receber voos civis”

“Face ao enorme crescimento do tráfego aéreo, às notícias permanentes de esgotamento do aeroporto de Lisboa e as más condições de funcionamento do aeroporto de Lisboa, não se compreende que a TAP tenha mudado algumas das suas rotas de Porto-Lisboa e tenha cancelado muitos dos voos que partiam diretamente do Porto para vários destinos, congestionando assim ainda mais o aeroporto de Lisboa”, fez notar o autarca de Santa Maria da Feira.

Depois de dar a conhecer o que defende em termos de mobilidade rodoviária e ferroviária para o concelho feirense e a região, Emídio Sousa defendeu o aproveitamento da Base Aérea de Maceda (Ovar), ao serviço da NATO, para acolher voos civis. “É uma base militar, mas que pode perfeitamente receber voos low-cost de aviação civil”, sendo esta, na sua ótica, “uma solução barata” para “o congestionamento do aeroporto do Porto, que já se verifica”.

“Aliás, isto acontece em muitos aeroportos da Europa, onde os serviços de aviação militar e os aeroportos com serviço militar e civil são comuns”, chamou a atenção, acrescentando: “O país não tem de fazer sempre coisas muito caras. Se tem aqui uma excelente solução que já funciona, por que não permitir também que os voos civis cheguem também à Base Aérea de Maceda?”.

Relativamente a esta matéria, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas procurou sossegar o edil feirense assegurando que “a TAP vai continuar a ter uma base de operações relevante no Aeroporto Sá Carneiro”. “Não só houve um aumento do número de rotas a partir do Porto, como também vai haver “um investimento muito importante”, inclusive ao nível das pistas, “para alargamento das condições de funcionamento do Sá Carneiro”, informou a propósito.

 

 

 

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