O Clube Europeu “AESL e a Europa”, a Biblioteca Escolar e a Equipa Erasmus+ do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite (AESL) realizaram, no passado dia 19 de julho, nos Paços da Cultura, mais uma mesa-redonda, este ano, subordinada ao tema “Pela Proteção e Valorização do Património: O Passado, o Presente e o Futuro”.

O encontro subdividiu-se em dois painéis: o primeiro com os convidados António Nuno Rosmaninho Rolo, docente na Universidade de Aveiro e Suzana Menezes, chefe de Divisão de Cultura, no Município de S. João da Madeira, e o segundo, com a presença de professores e alunos que participaram na mobilidade do Projeto Erasmus+, em Espanha (Málaga), Irlanda (Cork) e Itália (Rimini).

A sessão foi dirigida por Anabela Brandão, diretora do AESL e apresentada por Manuela Balseiro, responsável pela Biblioteca Escolar.

O convidado António Rolo colocou a questão: “Porque é que toda a gente está de acordo com a defesa do património e, ao mesmo tempo, se continua a destruir tanto património?”. “A resposta passou pela constatação de que aquilo de que efetivamente falamos não é da defesa do património, enquanto valor identitário, mas sim do vandalismo imanente à constante destruição de património. Dito de outra forma, apenas nos apercebemos do valor do património, quando ele começa a ser destruído e, muitas vezes, demasiado tarde. Pretextos como o ´progresso´ e a ´economia´ servem, frequentemente, para encobrir ou justificar o vandalismo. A conclusão é óbvia: não podemos ficar satisfeitos com o que já fizemos, porque haverá sempre património a ser destruído”, lê-se no comunicado enviado pelo AESL ao labor.

Já Suzana Menezes abordou o tema “Com pés e cabeça. O património industrial, como referente da identidade de uma cidade”, “partindo da metáfora da ´cicatriz´, a marca que evoca momentos do passado, abordou temas como a passagem do tempo, a individualização, a relação afetiva, a guarda, preservação e partilha do património, elementos que permitirão a viabilidade de uma história comum. De seguida, traçou um quadro dos quatro núcleos em que se apoia o projeto do Turismo Industrial e terminou com duas ideias-chave ´Património: o espelho onde a população se contempla´, porque ´ser diferente é bom; ser diferente é a nossa maior riqueza´”.

Experiências de mobilidade do Erasmus+

Após a atuação de um quarteto musical e de algumas questões colocadas pelo público, tomaram da palavra os professores Anabela Brandão, Luís Pereira e Helena Resende que acompanharam alguns grupos de alunos e os alunos Sandro Duarte, Pedro Rebelo e Nuno Mota, que estagiaram, respetivamente, em Espanha (Málaga, 15 alunos e sete professores), Irlanda (Cork, 13 alunos, oito professores) e Itália (Rimini, 20 alunos, 10 professores). A diretora do AESL salientou a importância deste projeto, pelas suas potencialidades “enquanto estímulo à aprendizagem e oportunidade de crescimento dos alunos, como futuros profissionais e como cidadãos”, referindo, também, o cuidado posto no acompanhamento dos alunos, por parte da escola, e o apoio prestado pelos pais, que reconhecem, generalizadamente, que os seus filhos “não são os mesmos, quando regressam da mobilidade”. Essa mesma ideia seria corroborada pelos restantes docentes participantes no projeto. Os alunos deram conta das suas experiências nas famílias de acolhimento, ou nos locais de alojamento e nas empresas onde estagiaram. Os alunos destacaram, para além do conhecimento de novas realidades empresariais e sociais, o desenvolvimento de valores como a amizade, a solidariedade e a autonomia, que fizeram desta experiência um marco no seu percurso escolar.

A sessão terminou com a chamada ao palco e os agradecimentos aos intervenientes e organizadores, nomeadamente a professora Anabela Costa, pelo “Clube Europeu e o AESL” e a professora Fátima Pais, responsável pela equipa Erasmus+. “O público presente correspondeu, de forma calorosa, a esta iniciativa, tanto pela participação em momentos de debate, como pelos aplausos que a todos dispensou”, concluiu o AESL em comunicado enviado ao labor.

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