Breves da reunião de câmara

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Inês Leite

“Matagal” Passado um mês desde a última vez que veio à reunião de câmara, José Nogueira “voltou à carga” com o tema da limpeza de terrenos. Para este munícipe residente na Avenida do Brasil, “só pode ser gozo” o “matagal que se encontra na Quintela com a Rua de Goa”, assim como é “uma vergonha” o estado do “terreno pertencente à câmara [situado] entre a Avenida do Brasil e o Bairro da Alegria, nas traseiras do Pingo Doce, em Casaldelo”.

José Nogueira “apontou o dedo” ainda àquilo que “é mais mato do que jardim” na Avenida Dr. Renato Araújo, “mais propriamente na lateral do hospital”. “As pessoas já começam a questionar se, afinal, isto [o executivo municipal] mudou para melhor ou pior”, disse.

Bolsas Na passada terça-feira, o executivo municipal de S. João da Madeira aprovou por unanimidade a atribuição de um número total de 40 bolsas de estudo a jovens sanjoanenses que frequentam o ensino superior e cujos agregados familiares revelam “dificuldades económicas comprovadas”. Deliberou ainda que “o montante a conceder seja o valor máximo da propina anual, para o ensino superior, estabelecida pelo ministério da Tutela, que para o ano letivo 2018/2019 se mantém nos 1.063, 47 euros”.

Provedor Raquel Pinho e Ana Couto defenderam, na última reunião de câmara, que a função de provedor municipal dos animais “deve ser remunerada”. Trata-se, na ótica destas duas munícipes, de um trabalho “exigente”, que “vai além do simples contencioso entre pares”.

Naquele momento, Jorge Sequeira disse não poder “assegurar que haja remuneração”. De qualquer modo, garantiu que, não obstante esta ser “uma questão que [ainda] vamos avaliar”, “será alocada [no Orçamento Municipal] uma verba para despesas ligadas ao exercício da função [tidas, por exemplo, com deslocações]”.

“Parabéns” “Tudo leva o seu tempo”, disse Manuel Pinho, dirigindo-se àqueles que “nunca estão satisfeitos com as obras que estão a ser feitas e projetadas”. Apesar de chamar a atenção da câmara municipal para os “muitos buracos” da Rua Eng.º Arantes Oliveira, o munícipe deu os “parabéns”, já habituais nas suas intervenções, pelas “obras da Praça, de Fundo de Vila, do Parque do Rio Ul” e por “tudo” estar “florido”.

“Arte pública” Em resposta ao munícipe Manuel Almeida, que havia chamado a atenção para o estado dos “chapéus na Praça de Barbezieux”, Jorge Sequeira informou que aquelas mesmas peças escultóricas já tinham sido limpas, assim como a escultura de Paulo Neves, junto à Santa Casa da Misericórdia.

Ainda sobre “a limpeza da arte pública”, como lhe chamou, o autarca informou que também “vamos intervir nos elementos escultóricos do Parque Municipal Ferreira de Castro”.

Árvores Por falar em Parque Municipal Ferreira de Castro, o mesmo munícipe, Manuel Almeida, defendeu que “depois de plantarem árvores [estas] têm de ser regadas”. Acontece que, segundo Jorge Sequeira, “a seca das árvores não se deveu à falta de rega”. De qualquer modo, “vamos ter mais em atenção os aspetos que referiu”, acrescentou o autarca.

“Claustrofobia” A propósito da “troca de galhardetes” entre Jorge Sequeira e Paulo Barreira (PSD/CDS-PP), na sessão da Assembleia Municipal (AM) de 28 de setembro passado, de que o labor deu nota na sua última edição, Paulo Cavaleiro disse ter-se tratado de “um ataque a um deputado municipal”, na sua opinião, condenável.

“Há limites que não podem ser ultrapassados”, defendeu o vereador da oposição, lembrando que “os tempos de claustrofobia democrática já lá vão”. “Se calhar é algum tique que trouxe do Governo de Sócrates”, ironizou.

Já o presidente da câmara garantiu que “não foi, não é e nunca será minha intenção limitar a liberdade de expressão de ninguém”. Deixou claro ainda que “não usei termos opressivos nem belisquei a honra de ninguém”. Apenas exerceu o contraditório “dentro dos limites da lei e do respeito mútuo”.

Campeões Terem mudado o nome de Academia dos Campeões Sanjoanenses para Campo de Jogos das Travessas “é uma opção política com que não nos identificamos”, sublinhou Paulo Cavaleiro, acrescentando que “não entendo como se altera a história das coisas”.

Para o vereador da oposição, também não faz sentido “a Gala dos Campeões acontecer na mesma altura da cerimónia de entrega dos diplomas da ‘Serafim Leite’”.

Parcómetros Sobre a intervenção de Jorge Sequeira na sessão da AM desta última segunda-feira relativamente às receitas dos parcómetros, Paulo Cavaleiro chamou a atenção para um “lapso”, pelo qual o presidente da câmara acabou por pedir “desculpa aos membros da AM” na reunião de câmara de terça-feira.

O autarca havia referido que houve um decréscimo a partir de 2014, quando na realidade isso só aconteceu a partir de 2015, levando o vereador da oposição a dizer que “quando se faz afirmações ou se tem de estudar melhor o assunto, ou se tem de ser mais cauteloso”.

Paulo Cavaleiro perguntou ainda se a autarquia está a pagar à PSP para fazer a fiscalização do estacionamento à superfície. Ao que o edil respondeu “sim”.

 

 

 

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