S. João da Madeira necessita de uma revolução urbanística. Parte II

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S. João da Madeira não tem hoje, verdadeiramente, uma praça digna desse nome. A Praça Luís Ribeiro é um lugar claustrofóbico devido à construção que a circunda, principalmente esse desmedido edifício que dá pelo nome de Parque América. E apesar de ter sido sujeita a algumas (falhadas?) operações de cosmética, nada do que venha a ser feito lhe dará a dimensão e dignidade que a cidade merece.

Ora, sendo que o edificado envolvente não pode ser implodido, a solução passaria por se encontrar uma nova praça. E eu atrevo-me a sugerir que se ouse construir essa nova praça, explorando um lugar bonito que, atualmente, pouca serventia tem. Falo do Jardim Público da Ponte usado basicamente para a cidade no jardim e concertos das festas da cidade e (literalmente) invisível aos olhos dos próprios sanjoanenses nos restantes meses do ano.

A ideia seria aproveitar a pequena praça a montante do fórum municipal, prolongando-a para jusante e envolvendo o Fórum Municipal, de modo a criar uma autêntica e arejada Praça do Município, uma verdadeira sala de visitas da cidade, digna desse nome.

Retirando o arvoredo que hoje cria uma grande barreira visual ao longo da Avenida da Liberdade (até à rotunda que antigamente tinha a escultura de um Papa), abriam-se “as portas” do jardim da ponte para uma nova praça que daria, inclusivamente, maior dignidade à Loja do Cidadão (que assim não ficava apenas remetida para as traseiras do fórum).

Nesta nova praça teríamos, desde logo, a valorização da escultura/espelho de água que ali existe há anos mas poderia também ser criado um pequeno anfiteatro para pequenas intervenções artísticas maioritariamente dedicadas às artes de rua, um parque infantil e ainda uma cafetaria com esplanada. Penso que deste modo, este jardim começaria a ser vivido como uma praça e um lugar de encontro privilegiado das famílias em S. João da Madeira.

Esta solução permitiria também alterar o modelo de utilização do Parque do Rio Ul e seguir as pisadas do seu irmão mais velho (parque da cidade do Porto), com a organização de concertos, feiras de produtos biológicos, jornadas ligadas ao ambiente, a “cidade no jardim”, a semana da juventude, entre outros.

Que local poderia ser mais adequado para receber concertos e atividades ao ar livre do que o Parque do Rio Ul?

Como efeito colateral, mas não menos importante, os Sanjoanenses que vivem ao longo da Avenida da Liberdade poderiam finalmente recuperar o seu descanso (tragicamente interrompido ao longo de quase dois meses por ano) e veriam, finalmente, atendidas as suas reclamações de anos.

Creio que está na hora de se pensar com liberdade e ousadia se o atual executivo camarário tem vontade expressa de criar uma cidade com visão para o futuro e deixar a sua marca na cidade. Espero que possa pelo menos, dedicar algum tempo e estudo a algumas destas soluções.

 

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