“Casa cheia” para espetáculo de Luísa Sobral

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Novembro Jazz prossegue amanhã, pelas 22h00, na Casa da Criatividade

Depois da cantora norte-americana Jacqui Naylor, é a vez de Luísa Sobral “dar voz” ao Novembro Jazz, a nova aposta cultural do Município de S. João da Madeira, conforme o labor tem vindo a noticiar nas suas últimas edições.

Recorde-se que este projeto visa, para além de divulgar música jazz de qualidade, estimular a criação de novos públicos e formar jovens músicos, nomeadamente, através da masterclasse agendada para o próximo dia 24. Pretende-se, acima de tudo, mostrar que o jazz é para todos e de todos e fazê-lo de uma forma descomprometida, levando as pessoas a ‘descobrirem’ novos e reconhecidos músicos e novas formas de performance.

Marcado para esta sexta-feira, dia 9, pelas 22h00, na Casa da Criatividade, o concerto de Luísa Sobral “está quase esgotado”. Até à passada segunda-feira, de acordo com dados adiantados ao nosso jornal pela autarquia, faltavam vender apenas “cerca de 60 bilhetes”.

A carreira de Luísa Sobral começou aos 16 anos de idade quando concorreu ao Ídolos (SIC). Depois disso, a compositora mudou-se para os Estados Unidos da América para estudar na Berklee College of Music. O álbum de estreia, The Cherry on my Cake, foi editado em 2011, e ao fim da primeira semana ocupava já a terceira posição das tabelas em Portugal. Em 2012, tornou-se na terceira artista portuguesa a atuar no programa Jools Holland, apresentando canções suas e dividindo o palco com Melody Gardot. Nesse mesmo ano, gravou com Alexandro Sanz e David Fonseca. Em 2016 editou o álbum Luísa, que foi apresentado ao vivo pelo país. O disco foi gravado em Los Angeles, no mítico United Recording Studios.

Em S. João da Madeira (SJM) Luísa Sobral vai apresentar-se num novo formato, em duo com o guitarrista Mário Delgado.

JP Simões atua dia 16

A emblemática voz de JP Simões chega a SJM no dia 16. JP Simões começou por estudar Jornalismo, depois Direito da Comunicação, seguindo-se Escrita de Argumento, Língua Árabe, Teoria da Literatura e Saxofone. Pelo caminho, dedicou-se à música, tendo passado pelos projetos Pop Dell’ Arte, Belle Chase Hotel e Quinteto Tati.

Neste momento, Nicholas Bloom é o nome da sua mais recente aventura musical e é esta nova aventura que vai partilhar com quem estiver presente na Casa da Criatividade, a partir das 22h00. Numa refrescante e luminosa viagem musical, o músico português desenha paisagens sonoras com uma postura íntima e de escrita confessional, manifestamente distinta do reportório que conhecemos até hoje.

Masterclasse de Iniciação ao Jazz com Sandro Norton

Entretanto, apostando na dimensão formativa, os Paços da Cultura acolhem, no dia 24, pelas 10h00, uma masterclasse de Iniciação ao Jazz, dirigida por Sandro Norton, atualmente reconhecido pela sua excelente técnica de improvisação e pelo domínio da guitarra percussiva. Este workshop tem um custo de 20 euros, dirigindo-se a pessoas com idades a partir dos 15 anos. Por se pretender que seja “uma masterclasse quase personalizada”, está limitada a apenas 25 participantes.

Sando Norton, durante o seu percurso universitário, estudou com Mike Outram, Shaun Baxter, Ian Scott, Phillip Mead, Dave Cliff, Simon Philip, Eddie Harvey, Paul Elliot, entre outros. Teve aulas particulares com Charlie Banacos, David Lucas, Gary Burton, Mike Stern, Jim Hall, Eric Roche, Jonathan Kreisberg, Vicki Genfan e também com o Dr. Barry Harris. Como professor, elaborou programas de jazz, treino auditivo, harmonia e instrumento, tendo ministrado aulas a mais de 1.000 alunos de 80 nacionalidades. Presentemente colabora com a Lick Library como “guitar educator”.

Novembro Jazz encerra com Orquestra de Jazz de Matosinhos

O evento encerra no dia 30, novamente na Casa da Criatividade, com a Orquestra de Jazz de Matosinhos e João Paulo Esteves da Silva. Criada em 1999, esta orquestra é hoje um laboratório permanente que, não esquecendo a tradição das grandes big bands do passado, promove continuamente a criação, a investigação, a divulgação e a formação na área do jazz.

Dirigida por Pedro Guedes e Carlos Azevedo, tem colaborado com nomes tão diversos como Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Ingrid Jensen, Bob Berg, Conrad Herwig, entre dezenas de muitos outros.

Em Novembro Jazz vamos poder ver “Bela Senão Sem”, canções sem palavras do pianista João Paulo Esteves da Silva. Mas são canções que se valem da musicalidade da Língua Portuguesa, de uma enorme criatividade melódica e que, mais tarde ou mais cedo, retomam os caminhos imprevistos da improvisação.

Este projeto assume especial significado por ser a primeira vez que a orquestra matosinhense se volta nestes moldes para um compositor português.

Festival de jazz com bilhete único

Pensando em todos (e ainda que os bilhetes individualmente sejam já muito acessíveis, variando entre os cinco e os 10 euros e podendo ser adquiridos em www.bol.pt e nos outros locais já habituais), Novembro Jazz tem a particularidade de disponibilizar um bilhete único que dá acesso a todos os espetáculos (exceto à masterclasse), com descontos muito vantajosos. É, aliás, a primeira vez que tal acontece em SJM.

BILHETE ÚNICO PARA O FESTIVAL

(disponível apenas na bilheteira local)

Bilhete 1

Plateia de A a I | 28,5 euros

Bilhete 2

Plateia de J a R + Cadeiras de Orquestra | 25,5 euros

 

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