Com a chegada dos dias mais frios, o cheiro a castanha assada volta a invadir algumas ruas da cidade de S. João da Madeira, garantindo o toque outonal que dá um ambiente característico a esta altura do ano em que os dias ficam mais curtos.

“Quentinhas e boas” é o pregão tradicional usado por quem as vende, experimentado nestas andanças, ou não fosse a venda de castanhas uma tradição com décadas de história, que se reinventa e adapta. Hoje já não se usam as listas telefónicas, mas ainda há quem recorde os canudos amarelos em que embrulhavam as castanhas acabadas de comprar, deixaram esta missão para o cartucho (pacote) branco ou acastanhado.

A castanha assada tem uma influência social muito grande e em quase todas as infâncias. Até podemos preferi-las cruas ou cozidas, mas não há como as dos assadores de rua, com cheiro a fumo bom, bem diferente do cheiro a fumo de fogueiras, para nos lembrar que o Natal está aí não tarda – mesmo que o “Verão de São Martinho” nos traga algum calor.

“Quentinhas e boas”. Quem gosta, e costuma comer castanhas assadas, sabe que há umas melhores do que outras, e sabe que quando compra as castanhas da rua são mais saborosas do que assadas em casa.

É diferente, falta ali qualquer coisa! Falta o segredo do Alberto, vendedor de castanhas em plena Rua João de Deus, (foto) a dois passos da Praça Luís Ribeiro, a pregoar: “são boas, são as melhores, estão quentinhas”.

Há duas décadas, com as mãos calejadas, que anuncia as castanhas quentinhas, muito apreciadas para reconfortar a alma, com uma dúzia deste produto tão típico da época a custar dois euros. Mas, por norma, o Alberto acrescenta sempre mais duas ou três castanhas ao pacote, um gesto de agradecimento.

Profissão: Vendedor de ocasião (castanhas ou pipocas)

Idade: 60 anos

Naturalidade: S. João da Madeira

Residência: Pensão Popular (S. João da Madeira)

DR
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