“Uma Cabo-verdiana fruto de um mosaico de identidades, que cria, compõe e canta no tom do seu peito …”, descreveu-se assim a si própria ao labor

A terceira convidada do ciclo “Alternativa à 5ª” foi Sara Alhinho que subiu ao palco, no dia 23 de maio, da Casa da Criatividade.

“Foi um concerto agradável. O público acolheu-nos com muita atenção e carinho”, considerou a artista que atuou pela primeira vez em S. João da Madeira. “A Casa da Criatividade é um espaço especial, com uma sala de concerto com excelentes condições técnicas, gerida por uma equipa jovem, profissional e muito atenciosa”, descreveu Sara Alhinho, continuando: “adorei a cidade, a sua história, os seus museus e a simpatia das pessoas” e “fiquei admirada com a importância e o destaque que tem no setor empresarial de Portugal, apesar de ser uma cidade pequena”.

Sara Alhinho é “uma cabo-verdiana fruto de um mosaico de identidades, que cria, compõe e canta no tom do seu peito …”, descreveu-se assim a si própria a pedido do labor.

O seu segundo trabalho discográfico intitulado “Ton di Petu”, gravado em Lisboa e coproduzido com o músico luso-angolano Ricardo Quinteira, “nasceu da vontade de registar e partilhar com o público temas novos que compus que falam sobre, o amor, questões sociais, reflexões sobre o quotidiano, entre outras coisas”, contou Sara Alhinho, acrescentando que ficou “marcado por algumas diretrizes tais como a gravação na afinação Lá 432 Hz e uma captação de matriz orgânica (sem metrónomo) ao vivo, com o intuito de obter uma sonoridade harmoniosa e emotiva”, contou “com a participação do talentoso músico cabo-verdiano de origem guineense Rema Schwarz e da atriz Vera Cruz, fundadora do Spoken Word  Cabo Verde” e foi “parcialmente financiado por uma campanha de crowdfundig  o que fez com que tenha sido produto de um envolvimento coletivo”. Em suma, “Ton di Petu” foi “um álbum feito com poucos recursos, mas com muito amor e entrega”, considerou Sara Alhinho ao labor.

O primeiro trabalho discográfico de Sara Alhinho de seu nome “Mosaico” foi “coproduzido com o produtor Mexicano Icautli Cortés e contou ainda com a participação de artistas e músicos de países distintos tais como Cabo Verde, Portugal, Guiné, Moçambique, Itália e México”, revelou a artista, para quem “Mosaico é a confirmação da minha natureza multi-identitária e uma aposta na desconstrução da diversidade cultural cabo-verdiana sob o prisma das minhas vivências como compositora”. Deste álbum nasceu, em conjunto com o fotógrafo francês Clément Burelle, o projeto “Mosaico de Sentimentos” que “retrata um olhar sobre a identidade cabo-verdiana integrando, música, vídeo e fotografia”, deu a conhecer Sara Alhinho ao labor.

DR

“Fomos muito bem-recebidos e fui presenteada pela Casa da Criatividade, com um chapéu lindíssimo do Museu da Chapelaria da cidade”, disse Sara Alhinho ao labor.

 

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