Mais de 710 pessoas passaram pelo Museu da Chapelaria para ver projeto artístico da Associação de Jovens Ecos Urbanos

Nesta que foi a segunda edição do Labirinto Sensorial – Fundição de Memórias II,“fundimos as memórias, dos cheiros, das texturas, e dos sons desta velhinha fábrica de chapéus, que conta a história da nossa cidade e das mãos e unhas negras dos nossos queridos chapeleiros, como carinhosamente era apelidada pelo saudoso Sr. Méssio”. Foi desta forma que, na passada sexta-feira ao final da tarde, a presidente da direção da Associação de Jovens Ecos Urbanos (AJEU), Rita Pereira, deu início à primeira visita ao Labirinto Sensorial – visita que, ao mesmo tempo, assinalou o arranque do Hat Weekend 2019.

Este ano, o Fundição de Memórias aconteceu no Museu da Chapelaria, ocupando três pisos da zona da Coleção Permanente e duas áreas no exterior.  Este equipamento municipal, “entre o período das montagens e dias de espetáculo, durante todo o Hat Weekend, foi como uma casa para 81 pessoas dos quatro aos 80 anos [desde as equipas de artistas e de montagem aos chapeleiros, passando pelo Clube de Tricô do Orreiro, Grupo de Dança Criativa da Ecos Urbanos, Oficina de Artistas e Trovas à Toa]”, sem contar “com os 50 jovens, mais monitores, do Verão dos Ecos que participaram indiretamente, na construção dos ‘chapéus do futuro’, que fizeram parte da penúltima estação deste labirinto”, adiantou ao labor, em jeito de balanço, Maria João Leite, responsável pela organização de todo o Labirinto Sensorial, nomeadamente pela conceção artística.

“Os chapeleiros são e foram ao longo de todo o processo uma fonte abundante de inspiração”

No que concerne ao número de visitantes, foi maior do que o registado em 2018. Contas feitas, foram 711 as visitas “possíveis”, já que “os últimos 40 telefonemas a marcar visita já não fomos capazes de integrar”.

Mas, segundo a técnica superior de Animação Sociocultural da AJEU, “o mais interessante deste protejo está muito para além dos números”. “Está [igualmente e sobretudo] na seriedade de um trabalho verdadeiramente comunitário que se nota nas ligações invisíveis que se estabelecem entre pessoas, na confiança que nos depositam, na profundidade afetiva, entre conversas e gestos, que os mais atentos reparam, mas que todos sentem, e nas experiências de vida que só em contextos verdadeiramente especiais como foi este labirinto são partilhadas”.

Em seu entender, “os chapeleiros são e foram ao longo de todo o processo uma fonte abundante de inspiração e sempre que entram no museu ele fica vivo!”.

Painel bordado com imagem dos chapeleiros implicou mais de 500 horas trabalho

Em declarações ao nosso jornal, Maria João Leite também não se esqueceu, entre outros, do grupo de bolseiros e voluntários, com o qual “tivemos muita sorte”, e da equipa de 16 artistas, entre as quais Daniela Duarte, que “contou de novo com as famosas senhoras do Clube de Tricô do Orreiro, na construção da Joia da Coroa deste labirinto: em que de frente é um grande painel com a imagem dos chapeleiros, bordado com muito mais de 500 horas trabalho numa variedade de pontos surpreendente; do avesso estão os segredos  e a perfeição destas bordadeiras, preciosas em todos os sentidos”.

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