“Há marcas que não se podem perder e o Tecnet é uma delas”, defendeu o vereador Paulo Cavaleiro aquando da discussão do contrato-programa da Sanjotec referente a 2020, através do qual o Município se compromete este ano a apoiar financeiramente o Centro Empresarial e Tecnológico de S. João da Madeira “com um valor de 180 mil euros” e, “sempre que possível, em pequenas intervenções relacionadas com a manutenção dos edifícios, com meios próprios”.

A coligação PSD/CDS-PP votou a favor deste ponto da ordem de trabalhos, mas também aproveitou a ocasião para perguntar “o que se passa com o Tecnet”, referindo-se à “feira-montra de inovação e tecnologias” que em tempos foi organizada pela Sanjotec e pela câmara, com a colaboração de várias entidades. Recorde-se que a 3ª e última edição deste evento foi em junho de 2017, tendo juntando cerca de 1.500 participantes e mais de 150 expositores na Torre da Oliva.

Depois de 2017 era expetável que se realizasse em 2019. Mas tal não aconteceu, porque, segundo Jorge Sequeira, “o financiamento do programa comunitário se esgotou”. “Não tivemos outro programa de apoio e, entretanto, tivemos que aumentar o apoio para que a Sanjotec pudesse honrar os seus compromissos com a Banca”, levando a que o Tecnet não tivesse continuidade até ao momento.

Paulo Cavaleiro voltou à carga dizendo que “o Tecnet, que fazia parte da estratégia da própria valorização da Sanjotec, é uma marca que não devíamos perder”. A “falta de ambição” do presidente Jorge Sequeira “até a mim me assusta”, afirmou o vereador da oposição, acrescentando ser “uma pena que marcas que custaram muito a construir, que são uma forma de promoção do concelho e da própria Sanjotec” se percam só por não terem financiamento comunitário. A propósito, ainda chamou à atenção para que “o Hat Weekend [este ano] também não vai ter financiamento”.

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