O casal de feirantes Mariana e Rui Almeida não percebe o tratamento dado a este tipo de comércios que são “ao ar livre e, infelizmente, com muita pouca gente”

 

A proibição de feiras e de mercados de levantes foi uma das medidas especiais decretadas pelo Governo, no passado dia 31 de outubro, em 121 concelhos do país.

Uma decisão que viria a mudar no dia 2 de novembro ao passar o testemunho desta decisão para os presidentes da câmara dos concelhos onde se realizem estas atividades de comércio.

Apesar de não se fazer nenhuma feira em S. João da Madeira, o labor foi ao encontro de um casal de feirantes. Mariana e Rui Almeida, de 39 e 48 anos, vivem na Vila de Cucujães e fazem feiras e mercados há 28 anos.

Com a nova medida do Governo em que a decisão de realizar feiras e mercados passa a ser tomada pelos concelhos, “esperamos o bom senso dos autarcas”, afirmou o casal, demonstrando não entender a razão pela qual insistiram mais uma vez na proibição deste tipo de comércios que são “ao ar livre e, infelizmente, com muita pouca gente”.

Mariana e Rui Almeida estão entre as mais de 11 mil pessoas que tinham assinado a petição “Contra o Encerramento das Feiras e dos Mercados de Levante”.

À semelhança de outros feirantes, Mariana e Rui foram obrigados a parar de trabalhar nos primeiros meses da pandemia. “Estivemos dois meses e meio completamente parados no início desta pandemia, foram tempos muito difíceis em todos os aspetos financeiros e psicológicos e as ajudas que tivemos do Governo foram quase nulas”, relembrou o casal. Apesar das incertezas que têm marcado o presente, “faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para podermos trabalhar”, salientaram Mariana e Rui Almeida ao labor.

“Depois de ouvir as nossas pretensões, o Governo resolveu corrigir o erro”

“Depois de ouvir as nossas pretensões, o Governo resolveu corrigir o erro”, afirmou Fernando Sá, presidente da Associação de Mercados e Feiras da Região Norte, ao nosso jornal. “Estamos no bom caminho de retomar a atividade e esperamos que as autarquias colaborem e implementem as regras de segurança e higiene que protejam os comerciantes e os consumidores”, declarou Fernando Sá, esclarecendo que não partiu da associação que dirige a petição contra a proibição de feiras e de mercados de levante.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Loading Facebook Comments ...