Ligação da Zona Industrial das Travessas a S. Roque é a obra intermunicipal que se segue

 

Foi na presença de populares e ainda com direito a fogo de artifício no final, atirado por iniciativa de um sanroquense, tamanha era a sua satisfação, que a nova Ponte dos Moinhos, que une os concelhos de S. João da Madeira (SJM) e de Oliveira de Azeméis (OAz), foi inaugurada na manhã da passada segunda-feira.

A população estava visivelmente feliz por, ao fim de várias décadas, ver concretizado um velho anseio, graças a uma parceria entre os municípios sanjoanense e oliveirense.

S. João da Madeira e Oliveira de Azeméis em “sintonia a 100%”

Trata-se de uma obra intermunicipal cujo custo ultrapassou os 170 mil euros e foi suportado em partes iguais pelas duas autarquias. E, ao que tudo indica, outras empreitadas se seguirão, igualmente, fruto do bom entendimento que existe entre os autarcas Jorge Sequeira e Joaquim Jorge.

Pelo menos, no que diz respeito à também muito reivindicada ligação da Zona Industrial das Travessas à rotunda da ER227, as coisas estão a correr de feição. Aliás, Jorge Sequeira e o seu executivo querem ter o projeto, para o qual inscreveram uma verba no Orçamento Municipal de 2021, ainda concluído este ano.

DR

“Posso dizer que hoje a sintonia entre S. João da Madeira e Oliveira de Azeméis é uma sintonia a 100% e isso traz vantagens e benefícios para as populações”, disse o edil de S. João da Madeira, para quem esta nova ponte que liga a Rua Fonte do André (Devesa Velha) à  Rua dos Moinhos (Vila de S. Roque) é “um exemplo extraordinário da grande amizade e colaboração que os dois municípios têm tido, quer na concretização deste projeto, quer na realização de diversas ações no quadro da Associação de Municípios das Terras de Santa Maria e da Área Metropolitana do Porto”.

Municípios com “visão comum” acerca da “importância da cooperação intermunicipal”

Naquele preciso dia completavam-se três anos desde a vinda dos vereadores José Nuno Vieira, da edilidade de SJM, e Hélder Simões, da congénere de OAz, ao local para “iniciar os primeiros procedimentos”, como assinalou o presidente da Junta de Freguesia de S. Roque. Amaro Simões ainda fez questão de reconhecer publicamente os dois presidentes da câmara, “todos os amigos e toda a gente” envolvidos na concretização deste antigo anseio, em particular “os donos dos terrenos que nos disponibilizaram esta passagem sem quaisquer encargos nem problemas”.

Iniciada em novembro do ano transato, esta obra de requalificação veio permitir – no entender de Joaquim Jorge – que “uma velha ponte, uma ponte estreita, uma ponte sem condições” desse lugar “a uma ponte moderna que reúne todas as condições de segurança rodoviária e que permite ligar de forma mais digna as nossas populações”.

GN

“Mais do que uma estrutura de ferro e betão”, a nova Ponte dos Moinhos, para o autarca de Oliveira de Azeméis, “simboliza uma visão comum que nós temos sobre a importância da cooperação intermunicipal para a realização de respostas para os nossos territórios”, “uma visão comum sobre o desenvolvimento estratégico que ambos os municípios querem para esta região”.

Na ocasião, Joaquim Jorge também felicitou o empreiteiro – Grupo FARCIMAR – pelo “cumprimento quase que escrupuloso do prazo que estava definido (120 dias), que só não foi cumprido por causa de um episódio de pandemia na própria organização”. Ainda agradeceu “a Jorge Sequeira e ao seu executivo a pronta disponibilidade para abraçarmos esta causa” e “a resiliência do presidente da Junta de Freguesia de S. Roque, que nunca desistiu de concretizar esta velha aspiração dos sanroquenses”.

 

VOX POP 

 

GN

José Manuel Pinho, 65 anos, natural de S. Roque e residente em SJM

“Passava aqui amiúde, porque trabalhava em S. Roque. E hoje fiquei muito admirado com a obra. Está muito bonita. E era uma obra muito necessária, que vem libertar muito o trânsito da via principal”.

 

GN

Vítor Manuel, 58 anos, natural de Arouca e residente em SJM

“Foi uma boa opção as duas câmaras se entenderem. A obra está bem feita. Só devia era ter sido feita há mais anos, porque era uma necessidade. Esta é uma alternativa para mim que trabalho cá [em S. Roque] e moro do lado de lá [em SJM]. Assim, quando tiver muito trânsito, tenho um desvio alternativo com mais segurança”.

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