Tendo em conta as taxas de ocupação de 90% e 100% dos dois edifícios, avisou a oposição

 

O relatório de desempenho organizacional do contrato-programa com a Sanjotec, relativo a 2020, foi apreciado e discutido pela Assembleia Municipal. Já o contrato-programa de 2021 foi aprovado por unanimidade. Destes documentos, apenas o primeiro levou à intervenção de todos os partidos.

O vice-presidente, José Nuno Vieira, em substituição do presidente Jorge Sequeira, destacou alguns “indicadores excelentes” registados ao longo ano passado pela Sanjotec. A captação de 15 empresas; a incubação de um total de 70 empresas que integram 400 trabalhadores, dos quais 92% com formação superior; o registo de um volume de faturação de 61 milhões de euros, dos quais 70% correspondem a exportações diretas; e a taxa de ocupação dos dois edifícios que é de 90% no caso do primeiro e de 100% no segundo. Também referiu o facto da Sanjotec ter sido selecionada para integrar a rede de incubadoras da Agência Espacial Europeia que atribuiu financiamento a uma das empresas lá incubadas. Tanto estes últimos dados como a entrada de mais 15 empresas são “importantes” para a Sanjotec, assim como a razão pela qual seis empresas saíram e que não é mencionada no relatório, indicou Pedro Gual, deputado da coligação PSD/CDS-PP, apontando ainda o dedo ao facto do executivo socialista não ter dado continuidade ao Tecnet, “muitas vezes citado como pré-Web Summit”, que permitia que “a Sanjotec estivesse à frente do seu tempo ao liderar esta tipologia de eventos”. Entretanto, a “câmara de Aveiro aproveitou e criou os Tech Days”, disse Pedro Gual, considerando que nesta matéria estamos “ultrapassados devido à inércia deste executivo municipal”. “Não se fazem referências quanto ao futuro da Sanjotec”, mas “o executivo devia ter em conta as taxas de ocupação e começar a pensar já na expansão da Sanjotec”, alertou o deputado da coligação, realçando que “outros Municípios perto de nós estão a apostar na construção e ampliação dos seus parques tecnológicos” e que S. João da Madeira corre o risco de “ficar para trás”. “Tínhamos expectativa que (a Sanjotec) viesse a ter mais impacto do que está a ter na nossa cidade”, assumiu Jorge Cortez, deputado da CDU, esperando que esta viesse a ser “um polo aglutinador não pelo que fazia, mas pelo que à volta dela gerava”. Para Rodolfo Andrade, deputado do PS, “falar sobre a Sanjotec obriga a fazer uma análise mais aberta e olhar para o tecido empresarial sanjoanense”. No seu entender, “o trabalho feito ao longo dos anos tem trazido frutos” e “S. João da Madeira tem conseguido captar investimento”. A saída de seis empresas é “uma situação normal” que vai ao encontro da taxa de renovação dos espaços, em que para “umas terem de entrar, outras têm de sair. Assim funciona uma incubadora”, considerou o vice-presidente, acrescentando que o fim do financiamento do Tecnet coincidiu com o início do pagamento de um dos edifícios da Sanjotec. José Nuno Vieira referiu ainda que “o presidente tem tido oportunidade de expressar publicamente que o executivo tem encetado diversas diligências com vista à ampliação da Sanjotec”.

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