A árvore da esperança

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Ainda sonolenta, a neblina da manhã arrasta-se pela cidade, e as ruas começam a dar sinais de vida no movimento, nos sons e nas cores. Frente à Capela das Almas, os mendigos aconchegam o assento e o encosto na pedra fria do degrau ou da ombreira, à procura de algum alívio para a dura posição de um dia inteiro. Abrem-se as portas das lojas afixando o horário, saem cá para fora os cartazes dos cafés e restaurantes, falando mais inglês do que português, as cadeiras e as mesas tomam forma e lugar, ouvem-se os primeiros sons de acordéon saídos das mãos do velho cego, tão histórico como as pedras da rua, e mais longe uns acordes de violino e a voz de um ou outro dos habituais músicos e cantores que por ali procuram uma ajuda para o seu sustento.

 

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