António Augusto Gomes de Sousa nasceu a 28 de abril de 1957, em S. João da Madeira. É casado, tem dois filhos e cinco netos, e depois de uma longa carreira como jogador de futebol e treinador, desde 2012, ano em que treinou uma equipa pela última vez, se dedica exclusivamente ao trabalho na Tabacaria Glória, provavelmente a mais antiga da cidade, um negócio de família do qual é sócio e quer dar continuidade ao legado deixado pelo seu sogro, o “Zé dos Jornais”. Apesar de agora o futebol ser seguido mais à distância, continua a ser uma paixão que é transversal a toda a família. Guarda boas memórias, recorda-as com saudade, no entanto o seu foco está agora no filho, Ricardo, atual treinador do Mafra e no neto, Afonso, internacional português nos sub-21 e jogador de Lech Poznan da Polónia.
Mas recuemos no tempo. Quem não sabe, diz António Sousa, o jeito para a bola veio do pai. “Quem o conheceu diz que foi um ponta de lança de grande qualidade”. E como filho de peixe sabe nadar, com 15 anos, chegou à Associação Desportiva Sanjoanense para jogar nos juvenis. “Era assim na minha altura, não havia escolinhas e só se podia ser federado a partir desta idade”. Decorria a época 1973/1974 e dava início à carreira de futebolista. O seu jeito e a forma como tratava a bola despertaram a curiosidade dos responsáveis do SC Beira-Mar, e dois anos depois de se iniciar nos alvinegros rumou a Aveiro, onde permaneceu quatro épocas. Lá chegou como ponta de lança, mas na segunda época ao serviço dos aveirenses, o treinador Fernando Cabrita colocou-o a médio esquerdo e, a partir daí, toda a sua carreira passou a ser feita nessa posição. O seu crescimento como jogador fez com que o FC Porto o viesse buscar, e rapidamente afirmou-se nos azuis e brancos, chegando à seleção nacional.
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