Após dois anos de interrupção forçada pela pandemia, a Concelhia do PSD retomou, no passado dia 7 de janeiro, o tradicional Jantar de Reis, onde reuniu centenas de militantes, destacando, em comunicado remetido ao labor, a presença de Hugo Soares, Secretário-geral do PSD, Almiro Moreira, Paulo Cavaleiro e Silvério Regalado, dos órgãos nacionais do partido, Emídio Sousa, presidente da distrital do PSD de Aveiro, Pedro Veiga, presidente da distrital de Aveiro da JSD, Gonçalo Fernandes, presidente da concelhia da JSD, de deputados à Assembleia da República, Castro Almeida, ex-presidente da Câmara de S. João da Madeira, e convidados dos partidos que compõem a coligação “A Melhor Cidade do País”.

Para além de criticar os socialistas por em cinco anos de mandato não lhes ser conhecida “nenhuma marca”, Tiago Correia, presidente da concelhia social-democrata, questionou onde está “a prometida visão de futuro” que Jorge Sequeira, atual presidente da câmara, prometeu na sua candidatura. Ao longo seu discurso, o também vereador pela coligação PSD/CDS-PP/IL, enumerou “as marcas que se perderam – algumas colocaram-nos como referência da região e do país – e que em muitos casos deixaram a cidade muito pior”, indicando, a este propósito, o estado dos arruamentos, dos espaços verdes e da limpeza. “Arrisco-me a dizer que, neste momento, são poucas as ruas na nossa cidade que não têm buracos, até as que há menos tempo foram pavimentadas”. O “desleixo dos jardins” é, a seu ver, outro exemplo da postura do “deixa andar que este executivo coloca na sua governação”. Por último, apontou o dedo à limpeza urbana que, na sua opinião, “piorou, mas querem cobrar mais aos sanjoanenses”.

“Fomos o pior município da região nesta quadra (natalícia)”

Tiago Correia também colocou o dedo numa das mais recentes feridas abertas na governação socialista, a quadra natalícia, que ficou marcada por uma redução drástica na decoração/iluminação, na programação natalícia, bem como pela não realização do concurso das rotundas. 2022 ficará marcado, descreveu o dirigente partidário, como o ano em que tiveram “um Natal tão pobre” e em que “fomos o pior município da região nesta quadra”. As notas negativas à governação socialista continuaram a ser dadas por Tiago Correia.  Desde “a cada vez menor oferta de lugares para estacionar na zona central da cidade”; passando pelas obras do Mercado Municipal, que duram há três anos, e “sem fim à vista”; pela Oliva Creative Factory, um projeto que deixaram chegar a um ponto em que está a “definhar”; chegando até às tão polémicas novas piscinas, que “eram uma promessa eleitoral deste executivo, após o erro do seu partido que vetou a execução das mesmas no mandato em que o PSD liderava, e, até então, nada foi feito”. Neste último exemplo, Tiago Correia alertou para o facto de “os frequentadores sofrem com o frio, devido à redução da temperatura da água”. Por último, o líder da concelhia, falou da Linha do Vouga e da “necessidade iminente de avançar com uma solução de mobilidade para os sanjoanenses que estudam e trabalham no grande Porto, integrando-a na Linha do Norte”.

Emídio Sousa defende que a região deve exigir dinheiro que “envia para Lisboa”

Na sua intervenção, Emídio Sousa, que também é presidente da Câmara da Feira, defendeu que a região deve exigir algum dinheiro que “envia para Lisboa”, com o intuito de fazer face às necessidades que apresenta. O dirigente da distrital social-democrata lembrou que o país tem “4,4 milhões de pobres” e que “com mais dois ou três anos de socialismo, chegaremos aos cinco milhões”, questionando se os portugueses querem “um país de pobrezinhos à espera de esmola do senhor primeiro-ministro Costa?”. Emídio Sousa foi perentório na resposta à sua própria pergunta: “não é isso que o PSD quer. No PSD queremos que cada um de nós consiga levar a sua vida com dignidade, que cada um possa ter a sua casa, o seu carro ou o seu emprego bem remunerado”.

Com os olhos postos no futuro do partido, frisou, “não temos outra opção que não seja ganhar a Câmara de S. João da Madeira em 2025”, demonstrando estar confiante que “os erros e a inércia da governação socialista conduzirão a uma vitória nossa”. O PSD foi sempre um partido de “pessoas de garra, que não se deixam ir abaixo”, por isso considerou ser indispensável recuperar a governação a nível local e nacional, mostrando que “somos capazes de fazer diferente”.

Governo “tem de parar de estar distraído e concentrar-se em resolver os problemas das pessoas”

A fechar o jantar, Hugo Soares, disse que o Governo “tem de parar de estar distraído e concentrar-se em resolver os problemas das pessoas”, dando como exemplo que “nos últimos 27 anos o PS governou 20 anos e entregou sempre o país pior do que o recebeu”. O Secretário-Geral do PSD defendeu que se deve seguir um “caminho de proximidade, com os nossos militantes em primeiro lugar, mas com a sociedade civil, olhos nos olhos, dizendo aos portugueses que nós não nos resignamos a um país mais pobre, não queremos um país na cauda da Europa, queremos um país de salários altos e impostos baixos, onde a iniciativa privada possa ter a sua oportunidade sem ser esmagada pela burocracia como é aqui”.

Tal como é habitual, a Banda de Música de S. João da Madeira participou no jantar, tocando e cantando os Reis. “Sempre tivemos uma boa relação com as nossas instituições e elas sabem que podem continuar a contar connosco”, e nesse sentido o partido quer dar continuidade a essa ligação, porque “com um forte associativismo o concelho fica mais rico e ajudamos a manter as boas tradições”, concluiu Tiago Correia.

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