Ainda estou de ressaca. A bebedeira é fruto de uma sequiosa vontade de sugar Abril, 50 anos depois. Nunca antes foi tão necessário reforçar a importância de uma revolução aparentemente longínqua, mas que nos permitiu tantas actuais conquistas. Urge refletir de forma abrangente e imparcial, sobre a liberdade que os cravos nos deram. A todos. Aos Filhos da Liberdade. Aos mais privilegiados e aos diametralmente opostos.

Desde as últimas eleições, todos os dias – à sua conta, sim – tenho recuado a uma infância feliz, repleta de histórias do antigo regime e da pobreza extrema. A minha família tem origens humildes. Sou filha do povo. A minha avó materna, falecida há 2 anos com 102 anos de vida, era analfabeta. Nasceu num Portugal ainda não em ditadura, mas numa inconstante crise política, sanitária e financeira que espoletou na importância de Salazar a partir da metade dessa década. O resto da História já todos sabemos. Ou será que não nos queremos lembrar? Sobretudo agora… 

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