Natural da Ilha do Maio, Isamárlie Tavares tem 27 anos e está em Portugal há 10. Esta jovem maiense veio para o nosso país estudar Matemática Aplicada à Economia e à Gestão no ISEG (Universidade de Lisboa). É licenciada e também mestre em Econometria, estando a trabalhar como consultora bancária em Lisboa. Para além disso, é vogal da direção da Associação Maense em Portugal (AMP).

Conhecemo-la no sábado passado no final da conferência subordinada ao tema “Importância da Rede Associativa para o Sucesso Académico”, que teve lugar no auditório dos Paços da Cultura, no âmbito do XII Encontro de Estudantes Maienses em Portugal, e na qual foi a moderadora de serviço. Isamárlie Tavares falou-nos sobre aquela iniciativa em concreto, que na sua opinião foi “um sucesso”, mas também acerca dela próprio.

Disse-nos, logo no início, que era “da área dos números”, mas que gostava “muito de falar e de pessoas”. Aliás, não é por acaso que faz parte da AMP. Ainda mais quando esta é uma associação focada na educação e formação.

“Somos muito pobres em recursos materiais. E a maior parte dos nossos políticos [e outros profissionais] está onde está por via da educação”, contou ao labor, acrescentando: “Acredito mesmo muito na educação”.

Regressar a Cabo Verde faz parte dos seus planos. Mas antes “quero saber fazer as coisas”. “Não quer ser lá uma líder ou chefe sem saber fazer as coisas, sem saber pôr a mão na massa”, sublinhou Isamárlie Tavares, rematando: “Quero ter alguma experiência, alguma segurança profissional. Por isso é que estou também aqui a saber fazer, a saber aplicar as coisas para depois quando for para Cabo Verde ou para Angola, Rússia, EUA, etc., saber fazer. Não é só ter o diploma. O saber fazer é muito importante”.

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