“Se alguém consegue fazer-te perder a cabeça de uma forma relaxante é Apichatpong Weerasethakul”

 

Créditos: DF

A exposição “Apichatpong Weerasethakul: A Serenidade da Loucura” com a curadoria de Gridthiya Gaweewong pode ser visitada até ao dia 2 de setembro no Núcleo de Arte da Oliva sito na Oliva Creative Factory.

“Se alguém consegue fazer-te perder a cabeça de uma forma relaxante é Apichatpong Weerasethakul”, começou por dizer Andreia Magalhães, diretora do Núcleo de Arte, acerca de uma crítica que leu sobre o conceituado artista e cineasta tailandês que esteve presente para esta que é a única apresentação europeia desta exposição e em S. João da Madeira.

Mais do que falar sobre a “Apichatpong Weerasethakul: A Serenidade da Loucura” é mesmo vê-la e senti-la ao entrar “neste labirinto incrível de imagens e movimentos”, considerou Andreia Magalhães.

A diretora do Núcleo de Arte é seguidora do trabalho do artista e cineasta tailandês há muitos anos. “Então, no ano passado, quando conheci Alaina Feldman, diretora de exposições da ICI, começámos a trabalhar na possibilidade de mostrar a exposição em Portugal, precisamente aqui no Núcleo de Arte”, revelou Andreia Magalhães, recordando que naquela altura estava em exposição obras e filmes de João Maria Gusmão e Pedro Paiva, o que levou a que este espaço cultural “pudesse ser um lugar privilegiado para explorar as férteis travessias e contaminações entre arte e cinema”.

Por isso, “é com grande alegria que estamos agora a abrir a exposição de um dos principais artistas e cineastas do nosso tempo. Mas essa alegria não se deve ao reconhecimento mundial do Apichatpong, mas à possibilidade de mostrar uma pesquisa tão rica – a exposição é cheia de admiração. E nenhum visitante sairá sem indiferença”, assegurou a diretora do Núcleo de Arte, agradecendo a oportunidade “incrível” de trabalhar com o artista e cineasta distinguido e premiado por diversas vezes pelo seu trabalho, destacando a vitória da Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes em 2010. Um agradecimento a Apichatpong Weerasethakul por “toda a dedicação e paciência” para instalar a exposição, a Alaina Feldman pela presença e a toda a equipa do Núcleo de Arte, colaboradores e parceiros, nomeadamente ao Centro de Arte pela coprodução da exposição e à Escola de Artes da Universidade Católica.

Câmara vai “continuar a investir” neste espaço cultural e a

 “projetá-lo no mundo”

 

É certo que “muitos poderão dizer que é uma loucura S. João da Madeira, com a dimensão que tem, promover arte com este nível” e que até “fomos um pouco loucos”, mas “sem loucura o mundo não avança, não progride”, afirmou o presidente da câmara Jorge Sequeira, sobre este que é um evento de “grande relevo” a nível local, nacional e europeu.

O Núcleo de Arte está a trilhar “um caminho muito importante na afirmação da cultura” cuja ambição passar por “sermos arrojados”, definiu Jorge Sequeira, deixando a certeza de que a câmara municipal vai “continuar a investir” neste espaço cultural e a “projetá-lo no mundo”. O autarca sanjoanense agradeceu a presença de todos os presentes e em especial de António Ponte, diretor regional de cultura do Norte.

Para Alaina Feldman é “um prazer muito grande” e “uma inspiração” trabalhar com Apichatpong Weerasethakul há muitos anos. Acerca do trabalho do artista e cineasta tailandês, é caso para dizer que “o mundo é um bocado louco e difícil de entender”, disse a diretora de exposições da ICI.

Aquando da inauguração da sua exposição, Apichatpong Weerasethakul assumiu estar “muito impressionado” pela quantidade de pessoas presentes para ver o seu trabalho com mais de 20 anos. O artista estava “muito emocionado e agradecido pela oportunidade e confiança em si e no seu trabalho” depositada pelo Município, local que o fez lembrar a sua terra natal, e pelo Núcleo de Arte.

De resto, Apichatpong Weerasethakul apenas quis que as pessoas “consigam ciar conexões através das imagens e do som de acordo com a experiência de cada um”.

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