Miguel Araújo contou ao labor que costuma passar férias na cidade, em “casa de uns amigos”

Deu recentemente um concerto em São Paulo? Foi a primeira vez que atuou no Brasil? Como correu?

Já tinha atuado no ano passado no Rio de Janeiro, no festival Mimo. Na altura foi um concerto ao ar livre e chovia torrencialmente.

Desta vez correu melhor, foi na Sala São Paulo, uma das salas mais bonitas e com melhor acústica do mundo. A sala esgotou com bastante antecedência, foi dos concertos mais especiais da minha vida.

E o espetáculo desta última segunda-feira em S. João da Madeira (SJM)? Como foi?

Foi um concerto ao ar livre, com 10 músicos em palco, secção de sopros, vibrafone, etc.. Os sanjoanenses tiveram tudo a que têm direito.

 

Não foi a primeira vez que atuou em SJM. Qual a sua opinião sobre a cidade e o seu público?

Além de um concerto a solo na Casa da Criatividade, não há muito tempo, também já tinha tocado com Os Azeitonas em 2009. Adoro S. João da Madeira. Já tenho passado férias por lá, numa casa de uns amigos.

 

 

 

N’ Os Azeitonas “escondia-me atrás de um fatinho”

 

Qual a grande diferença entre o Miguel Araújo enquanto membro d’ Os Azeitonas e o Miguel Araújo de agora?

N’ Os Azeitonas não era a figura de proa, o homem da frente, o centro das atenções. Além disso escondia-me atrás de um fatinho. Desde 2012, em que me deparei com a inevitabilidade de ser o centro das atenções, por razões óbvias, tenho vindo a construir essa “persona”, que é naturalmente diferente da d’ Os Azeitonas.

Quantos e quais os discos que já editou a solo? Qual o seu preferido?
Isso vem tudo na Internet. O que eu mais gosto chama-se Giesta.

Para quando o próximo trabalho?

Já ando a gravar músicas novas. Em relação ao lançamento das mesmas, e sob qual formato esse lançamento irá ocorrer, ainda não pensei.

Próximos concertos, depois de S. João da Madeira?

A agenda está na minha página de Facebook.

 

“Não perco um segundo de sono” com o futebol

 

Como tem sido a sua carreira a solo? É difícil singrar como músico em Portugal?
Depende do que cada um entende por singrar. Eu não me preocupo com as consequências da minha música, nem sequer com esta, por isso, de todas as dificuldades e desafios que uma vida criativa apresenta, esta não é, para mim, uma delas.

Recentemente na Visão, escreveu uma crónica a dizer o porquê de não gostar de futebol. Quer isso dizer que o Mundial vai passar-lhe completamente ao lado? Prognósticos quanto à Seleção Nacional? Até onde poderemos chegar?

Não me passa totalmente ao lado porque o meu filho gosta e pede para ver os jogos. Claro que gosto de ver Portugal a fazer boa figura seja em Bioquímica, ping pong ou culinária. Até mesmo no futebol, prefiro que Portugal ganhe porque gosto de Portugal. Mas não perco um segundo de sono com isso.

GISÉLIA NUNES

 

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