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Noites de S. João e de segunda-feira foram as mais concorridas

Entre 21 e 25 de junho, as Festas da Cidade voltaram a animar S. João da Madeira. Ao longo destes cinco dias de festejos em honra de S. João Batista, milhares de sanjoanenses e forasteiros marcaram presença na Avenida da Liberdade e no Jardim Municipal, bem como nas imediações, com as noites de sábado (Noite de S. João) e de segunda-feira (em que atuou o músico Miguel Araújo) a serem as mais concorridas, de acordo com Adelino Calhau. Nota ainda para a procissão solene de domingo, 24 de junho, que encheu de pessoas, entre as quais muitos devotos do padroeiro, as ruas da cidade.

Em declarações ao labor, o presidente da comissão de festas (CF) há já 38 anos fez um “balanço positivo” destas últimas festividades, não obstante “termos o primeiro dia, das Marchas Populares, com um pouco de chuva”.

Por falar em marchas, nas quais se inscreveram 2.190 marchantes (a maioria alunos dos jardins de infância e escolas do primeiro ciclo), Adelino Calhau desvalorizou o facto de estas terem terminado na Praça 25 de Abril, em frente à Casa da Criatividade, e não no espaço que era habitual, junto ao Fórum Municipal: “São opções. Para mim, terminar aqui ou acolá é indiferente. A chuva, essa sim, é que tirou brilho à noite”.

Precisam-se elementos para a comissão de festas

A CF conta, neste momento, com 13 elementos. “Somos poucos”, disse Adelino Calhau, aproveitando a conversa com o jornal para apelar à colaboração de quem quiser integrar o grupo de trabalho que lidera há quase quatro décadas.

Adelino Calhau ainda fez um agradecimento público “a todas as pessoas que colaboraram e estiveram connosco” em mais umas Festas da Cidade.

Marchas Populares “animam” reunião de câmara

“Assumo pessoal e politicamente a responsabilidade total da decisão de se avançar com o evento”, afirmou Jorge Sequeira na última reunião de câmara, em resposta a Paulo Cavaleiro, para quem “foi uma decisão errada fazer sair as Marchas Populares à rua”, dadas as condições meteorológicas adversas da altura.

No entender do vereador da coligação PSD/CDS-PP, “a câmara devia ter ponderado esta questão de outra forma, ter um ‘plano B’”. “Não é meia dúzia de minutos antes que se diz que participa quem quiser”, “apontou o dedo” o membro da oposição.

De acordo com o presidente da autarquia, todas as previsões meteorológicas consultadas durante esse dia indicavam ausência de precipitação à hora das Marchas Populares. E “foi com base nessas previsões que foi dado o ‘ok’”. Mas “a chuva acabou por aparecer precisamente na hora do início do desfile”, contou o edil, garantindo que, “feita uma consulta” no momento, “a generalidade dos participantes manifestou intenção de marchar”. “Só houve uma escola que desistiu”, informou.

Jorge Sequeira assegurou ainda que “falei com vários pais e escolas, que se manifestaram satisfeitos com o evento”, que contou com “um dispositivo de bombeiros, agentes da PSP e voluntários”, precisamente, para acautelar as devidas “condições de segurança”.

Segundo informações que a autarquia fez chegar ao labor já depois da reunião de câmara, a chuva e a trovoada que se fizeram sentir na noite de quinta-feira transata levaram à decisão de, por precaução, encurtar o percurso e ainda, num momento em que a precipitação aumentou de intensidade, à opção de substituir a atuação na praça em frente à Casa da Criatividade pelo desfile das instituições envolvidas, ainda que a vontade generalizada dos respetivos responsáveis fosse a de apresentar as coreografias na sua totalidade.

Estas decisões foram tomadas com base no princípio da precaução, tendo apenas uma das 15 marchas decidido não participar, conforme o edil já havia adiantado em sede de executivo municipal.

Quanto ao final ter sido em frente à Casa da Criatividade, o Município considera – e disse-o ao semanário – que, com esta alteração que, note-se, gerou descontentamento em alguns munícipes, “as Marchas Populares ganharam uma maior visibilidade e uma maior proximidade ao tecido urbano, beneficiando também das boas condições de acessibilidade e de circulação por parte dos peões que se verificam na Praça 25 de Abril, que dispõe de um piso regular perfeitamente adequado a este tipo de eventos”.

Apoio camarário demonstra “boa gestão dos recursos públicos”

Paulo Cavaleiro ainda aproveitou o período de antes da ordem do dia para dar mais uma “alfinetada” à maioria socialista, que em tempos “criticou a falta de animação” e agora, que está no poder, não só reduziu o apoio às Festas da Cidade (25.000 euros, ou seja, menos nove mil euros do que em 2017), como também “acabou com o Arraial de S. João”. Na sua ótica, “a câmara até podia manter o mesmo apoio”.

Jorge Sequeira “contra-atacou”, deixando claro que “não houve um menor apoio” nem “qualquer intenção de reduzir o apoio”. Pelo contrário: foi prestado “um serviço de qualidade [contratando um artista de renome (Miguel Araújo)] por um menor custo”.

“Acho que isto é boa gestão dos recursos públicos” e “esperava ser elogiado por isso”, fez ver o líder camarário, recordando que o mesmo aconteceu com o festival de cerveja artesanal Oliva Beer Mind deste ano, em que “foram garantidas as mesmas qualidade e eficiência a um menor custo”.

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