Poluição sonora

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Em meados de dezembro de 2017, passou a ser sentido em S. João da Madeira um ruído sinistro. A sua origem só foi identificada, até ao momento, apenas por algumas pessoas…Este texto pretende informar todos os sanjoanenses e feirenses da proveniência deste ruído, que tem perturbado o descanso e o bem-estar de muitos dos cidadãos destes concelhos.

Vivemos no séc. XXI, supostamente numa sociedade evoluída, onde o bem-estar de todos deverá estar acima dos interesses de particulares. Tal não deveria ser possível, mas o facto é que, ao que parece, tem de ser o cidadão comum a zelar pelo seu bem-estar.

As empresas Luís Leal e Rogério Leal, (conhecidas pelos, “casqueira”), laboram há mais de meio século, junto à nossa terra e durante todo este tempo, apesar de muitas tentativas e protestos, nada mais pudemos fazer relativamente ao cheiro nauseabundo que nos invadiu as casas, sem pedir licença para entrar. É e sempre foi revoltante!

Mas agora, como uma espécie de “remédio “para aquela vergonha dos maus cheiros, eis que surgiu, aquela que poderia ser a solução para os mais de 50 anos de falta de respeito por toda uma população. Com diminuição do cheiro, surgiu um ruído, 24 sob 24 horas, audível, como é evidente, mais durante aquele que seria o nosso suposto tempo de descanso e repouso, à noite. Trata-se de um ruído vibratório, ressoante, que entra nas nossas cabeças e pura e simplesmente não permite as mínimas condições para que se possa ter um descanso e tranquilidade que todos necessitam e seguramente merecem.

Desenganem-se todos aqueles que julgam que é porque não terem vidros duplos nas janelas ou as paredes devidamente isoladas que estão sujeitos a tal perturbação.  Essa não é a razão e uma eventual alteração no isolamento de janelas e paredes, não será a solução. O som é de tal forma, possui tais características, que consegue ser pior ainda, com portas e janelas fechadas. Temos conhecimento de alguns testemunhos de pessoas a quem foi perguntado se ouviam esse som. A resposta foi afirmativa, referindo que desconheciam a sua origem, embora supusessem que seria da exaustão do prédio, de algum eletrodoméstico, etc…. Houve até quem dissesse que pensava ser da sua própria cabeça, tentando tocar os ouvidos para ver se esse som passava. Sabemos de casos, em que algumas pessoas, recorreram a uma consulta de Otorrino para diagnosticarem a razão de tal fenómeno.

Caros sanjoanenses e feirenses, vivemos um tempo em que não pode ser possível este tipo de situações acontecerem, teremos que pôr fim a este tipo de “tortura” diária. As condições mínimas para o bem da nossa saúde física e mental, são uma exigência da maior justiça.

Entenda-se este texto como um exercício de cidadania, um grito de revolta contra condições inaceitáveis de vida em comum. Condições essas, proporcionadas por atitudes de grande desrespeito pelo seu semelhante, pelo concidadão, muitas das vezes ancoradas apenas num pressuposto egoísta de fins lucrativos, num completo desprezo pelo outro.

Não podemos deixar que nos roubem o SILÊNCIO!

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