Hat Weekend Festival decorre na cidade de 20 a 22 de julho

Passados 10 anos, o Hat Weekend Festival está de volta com a sua segunda edição, mantendo o “mesmo conceito – a celebração do chapéu enquanto elemento identitário e cultural de S. João da Madeira -, mas progredindo em termos de qualidade das performances e dos espetáculos propostos, produção de eventos de natureza comunitária e envolvimento de mais parceiros locais [como a Associação de Jovens Ecos Urbanos e Santa Casa da Misericórdia] e de outros territórios [casos de Viana do Castelo, Miranda do Douro e Ílhavo]”.

Tanto esta edição de 2018 como uma próxima (a realizar em data a definir) representam um “investimento” na ordem dos 376 mil euros, 80% dos quais comparticipados por fundos comunitários, sendo que os restantes 20% vão ser assumidos pela câmara.

Em declarações exclusivas ao labor, Suzana Menezes falou deste festival urbano organizado pelo Município de S. João da Madeira que tem lugar na cidade entre 20 e 22 de julho, contando com mais de 45 atividades destinadas ao público de várias idades. Ao longo de três dias, bandas dixie, grupos populares, artistas de novo circo e grafitters vão propor diferentes olhares para o papel de S. João da Madeira enquanto ‘capital do chapéu’”.

Antes de mais, de acordo com a chefe da Divisão de Cultura da câmara municipal, o Hat Weekend “pretende colocar em evidência um dos elementos mais significativos e apelativos do património identitário e cultural sanjoanense (os chapéus), um património de grande potencial imagético e pleno de emoções sociais”. Por outras palavras: “pretendemos, com este grande evento cultural, valorizar e dar visibilidade a um património histórico-cultural que alicerça uma importante parte da identidade da cidade, mas também, e através dele, estimular processos de coesão territorial e de inclusão social, uma vez que uma parte da sua programação implicará a mobilização da comunidade, ora no papel de espetadora, ora no papel de emissora de conteúdos culturais”, esclareceu.

 

Créditos: DR

 

Propostas culturais do festival relacionadas com o universo dos chapéus

Em conversa com o labor, Suzana Menezes disse ainda que todas as propostas culturais do Hat Weekend Festival estão, de algum modo, relacionadas com o universo dos chapéus, seja porque o chapéu é o elemento essencial na construção da história ou do personagem, seja porque é o objeto em torno do qual a narrativa é construída.

No primeiro caso, temos, conforme exemplificou, o Encontro de Confrarias que vai trazer a S. João da Madeira diversos confrades cujo traje tem chapéu incorporado, o encontro de Bandas com Chapéu ou o encontro de Homens e Mulheres Estátua (Chapéus de Pedra) cujos personagens usam chapéu.

Quanto ao segundo, a responsável evidenciou o Chá das 5, uma experiência imersiva sobre a história da chapelaria e do Museu da Chapelaria, conduzida pelo Chapeleiro Maluco, da Alice no País das Maravilhas (que é, de resto, um personagem construído por Lewis Carroll em torno de um dos maiores problemas de saúde pública que resultaram da atividade chapeleira).

Circuito de arte urbana começa a ser construído nesta edição estendendo-se até ao próximo ano

Do programa consta também um circuito de arte urbana cujos artistas nacionais e internacionais vão intervencionar o espaço público tendo como tema “S. João da Madeira, cidade de chapéus”. Começa a ser produzido nesta edição do Hat Weekend Festival, prolongando-se até à próxima, momento em que a organização vai querer apresentar publicamente as cinco intervenções propostas no âmbito deste projeto.

Objetivamente”, de acordo com Suzana Menezes, vão ser convidados “cinco grafitters para realizarem, em cinco locais diferentes da cidade, e enquanto forma de construção, interpretação e interpelação do espaço público, um projeto dedicado tematicamente ao chapéu. Estas intervenções vão partir do património material e imaterial preservado pelo Museu da Chapelaria e este será o elemento de inspiração para as cinco intervenções artísticas que pretendemos desenvolver”.

“Os artistas vão trabalhar em regime de residência artística, envolvendo diretamente a comunidade de acolhimento na produção das obras, transformando-a, simultaneamente, em emissora e recetora de mensagens culturais. Desta forma, artistas e comunidade partilham um espaço e um tempo de produção e fruição, emergindo do projeto com novas experiências estetizantes”, completou.

Programa arranca com espetáculo “Tangran e o Chapeleiro”

No âmbito das artes performativas, a representante da edilidade salientou o espetáculo de abertura – “Tangran e o Chapeleiro – Episódio: Em busca do Chapeleiro”. Trata-se de um espetáculo multidisciplinar criado pela Companhia Art’lier para o Hat Weekend, que faz um elogio ao património da chapelaria. Para abordar a arqueologia emocional ligada ao trabalho da chapelaria e às suas diferentes referências históricas, este evento tem como figura central um “chapeleiro louco”, poetizado também em torno do fantástico universo de Lewis Carroll.

A programação completa-se com uma feira gastronómica, uma mostra de doçaria regional, um mercado que vai reunir alguns dos mais originais artesãos que trabalham o feltro e dois projetos de comunidade, um que propõe uma experiência imersiva e sensorial em torno da memória coletiva do chapéu e outro que propõe um olhar novo sobre os processos de construção e desconstrução do espaço urbano.

Todas as atividades são de acesso livre. Mais informações em www.hatweekend.com.

Evento motiva alterações provisórias de trânsito 

Em nota de imprensa enviada ao labor, a edilidade informa que algumas das iniciativas vão implicar alterações provisórias de trânsito, para as quais agradece, desde já, a melhor atenção e compreensão dos automobilistas.

Assim, durante o festival temático, não vai haver circulação de viaturas na zona pedonal de S. João da Madeira, nomeadamente nos seguintes locais e artérias: Praça Luís Ribeiro e Rua do Dourado, Rua Visconde de S. João da Madeira (pedonal), Rua Dr. Maciel (pedonal), Rua José Oliveira Júnior (pedonal), Rua Colégio Castilho (pedonal), Rua 11 de Outubro (pedonal), Largo de Santo António, Rua Alão de Morais, Rua Padre de Oliveira, Rua da Liberdade e Praça 25 de Abril – as entradas e saídas de viaturas registam-se apenas entre as 00h00 e as 09h50.

Além desses condicionamentos, no dia 20 de julho também não vai haver trânsito das 21h00 às 24h00 entre a Avenida Benjamim Araújo, a Avenida da Liberdade e a Rua João de Deus. O mesmo acontece a 21 de Julho, das 15h00 às 17h00, entre a Rua José Oliveira Júnior e a Praça Luís Ribeiro, assim como a 22 de julho, entre as 15h00 e as 19h00, na Praça do Mercado, Avenida Dr. Renato Araújo, Rua Dr. Maciel.

 

Programa

TANGRAN E O CHAPELEIRO – EPISÓDIO: EM BUSCA DO CHAPELEIRO

20 de julho, 22h30, Praça da Casa da Criatividade

 

FUNDIÇÃO DE MEMÓRIAS | LABIRINTO SENSORIAL

20-22 de julho em diferentes horários, Largo da Capela de Santo António

Coprodução: Ecos Urbanos

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA | CIRCUITO DE ARTE URBANA

Inauguração, 20 de julho, 18h00, Museu da Chapelaria

INSTALAÇÃO COINCIDÊNCIAS E IDENTIDADES, de Célia Ribeiro

Inauguração, 20 de julho, 19h30, Santa Casa da Misericórdia de S. João da Madeira

CHÁ DAS 5 COM O CHAPELEIRO MALUCO

21 de julho, 15h00-18h00, Praça Luís Ribeiro

Coprodução: Bairro dos Livros

ENCONTRO DE BANDAS COM CHAPÉU

22 de julho, 15h00, Desfile entre Museu da Chapelaria e Praça Luís Ribeiro

Participantes: Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, Galandum Galandaina, Associação Musical e Cultural de S. Bernardo, Zé Pedro Associação Musical, Banda de Música de Belinho, Banda de Música de Pinheiro da Bemposta, Banda Filarmónica do Alqueidão e Banda de Música de Loureiro.

ENCONTRO DE BANDAS DIXIE COM CHAPÉU

20-22 de julho, Praça Luís Ribeiro e ruas adjacentes

Participantes: Mimo’s Dixie Band, Cottas Club Jazz Band, Orquestra Improvável, Marchinha do Botequim, Anima Dixie

PAULITEIROS DE MIRANDA

22 julho, 15h00, Praça Luís Ribeiro

FEIRAS & GASTRONOMIA

FEIRA DO FELTRO E DO CHAPÉU

20-22 julho, 10h30-20h00, Praça Luís Ribeiro

Participantes: Feltrando, Chapéus Real, Feltrosa, Ecolã Portugal

CHAPÉUS DOCES: FEIRA DE DOÇARIA

20 a 22 julho, entre as 10h30 e as 20h00, Praça Luís Ribeiro

FESTIVAL GASTRONÓMICO DO COELHO

20 a 22 julho, restaurantes aderentes

PERFORMANCE & ANIMAÇÃO DE RUA

FITA COLA (performance deambulatória)

20 julho, 19h00, Museu da Chapelaria

CARTEIRO (circo)

21 julho, 10h30, Praça Luís Ribeiro e ruas adjacentes

DOM ROBERTO (teatro de marionetas)

21 julho, 11h00, Praça Luís Ribeiro

TÂNIA SAFANETA (circo)

21 julho, 11h00 e 17h45, Praça Luís Ribeiro

D. QUIXOTE (teatro)

21 julho, 11h30, Largo da Capela de Santo António

CHAPÉUS DE PEDRA (performance)

21 julho, 15h00, Rua da Liberdade

ENCONTRO DE CONFRARIAS COM CHAPÉU

21 julho, 15h00, Desfile entre Museu da Chapelaria e Praça Luís Ribeiro

Participantes: Confraria do Chapelão, Confraria do Anho e Arroz de Forno, Confraria das Papas de S. Miguel, Confraria da Fogaça da Feira, Confraria da Água, Confraria da Foda Pias-Monção, Confraria do Arinto de Bucelas, Confraria do Pão, da Regueifa e do Biscoito de Valongo, Confraria Gastronómica da Amadora, Confraria da Cereja de Portugal, Confraria Gastronómica de Sever do Vouga, Confraria Enogastronómica Sabores de Botaréu, Confraria dos Sabores da Abóbora e Banda de Música de S. João da Madeira.

MICA PAPRIKA – THE GENTLEMAD (novo circo)

21 julho, 16h00 e 19h00, Praça Luís Ribeiro

GIRA MUNDO (teatro físico)

21 julho, 21h30, Praça Luís Ribeiro

BAILE DOS CANDEEIROS (dança e performance)

21 julho, 22h15, Praça Luís Ribeiro

DE SE TIRAR O CHAPÉU (teatro de marionetas)

22 julho, 10h30, Praça Luís Ribeiro

CARDADORES DE ÍLHAVO (mostra popular)

22 julho, 10h30, Praça Luís Ribeiro

A FARSA DO MESTRE PEREIRA (teatro)

22 julho, 11h00, Largo Capela Santo António

TOSTA MISTA, O MALABARISTA (circo)

22 julho, 11h00, Praça Luís Ribeiro

CARRIPANA (teatro e dança)

22 julho, 11h30, Praça Luís Ribeiro

INConstantes Des/Equilíbrios (novo circo)

22 julho, 16h00, Praça Luís Ribeiro

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