Cristiane Franchevich esteve de 10 a 17 de julho a fazer uma residência artística na Viarco no âmbito de um protocolo de colaboração que a fábrica de lápis tem com a Oliva Creative Factory. Como “não temos a nossa própria área de residência a funcionar”, “fazemos este intercâmbio”, funcionando “quase como um íman que atrai criatividade e depois em função dos projetos vamos articulando”, explicou José Vieira ao labor.

Para o empresário, ter uma artista “uma semana inteira a desenhar a nossa terra é curioso” e a prova de que “podemos transformar S. João da Madeira numa coisa que sirva de plataforma para quem quer vir a Portugal e ficar aqui instalado, a poucos minutos do Porto, Aveiro, etc.”. Aliás, na sua ótica, “acharmos que por não termos mar, serra ou castelos não podemos ter turismo é não ser suficientemente audazes nos projetos que queremos fazer”.

“Sou fã de todos os artigos da Viarco”

Arquiteta de formação, Cristiane Franchevich tem-se dedicado nos últimos anos às artes dando aulas e workshops em diversos pontos do globo.

Esta urban sketcher de 50 anos vive no Norte dos Estados Unidos da América, em Minneapolis, há quase 20 anos. E foi precisamente numa loja desta cidade do estado norte-americano do Minnesota que contactou pela primeira vez e ficou rendida aos materiais da Viarco. “Sou fã de todos os artigos da Viarco”, disse ao jornal, acrescentando: “É uma linha muito criativa, flexível, versátil”.

Na sua opinião, a Viarco é “uma fábrica criativa para gente criativa”, “lugar onde a criatividade extrapola todos os poros”. Por isso, “há coisa de dois, três anos”, quando esteve em Lisboa, não hesitou em alugar um carro e vir por aí acima para conhecer a empresa sanjoanense. Na altura deu a saber a José Vieira o seu interesse em fazer uma residência artística, o que acabou por acontecer agora.

A brasileira aproveitou a realização do 9º Simpósio Internacional dos Urban Sketchers no Porto, no qual está a participar, para também concretizar este seu desejo de há anos. “Ao longo destes dias tenho caminhado muito. Recolho as minhas imagens da cidade [da Torre da Oliva, chaminés industriais, entre outras], do cenário urbano. Até mesmo no local me sento para desenhar. Tenho o meu banquinho e desenho no local”, relatou na ocasião aosemanário.

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