Três dias com mais de 50 eventos ao ar livre e gratuitos em S. João da Madeira

A 2.ª edição do Hat Weekend Festival – Festival de Fim de Semana do Chapéu – realiza-se de 20 a 22 de julho em “S. João da Madeira, Cidade dos Chapéus”. Não, não nos enganamos ao colocar as últimas palavras entre aspas. Fizemos mesmo de propósito porque representam o tema do Circuito de Arte Urbana em que ilustradores e grafiters vão criar espaços com identidade, ao longo de um ano, na cidade. A primeira obra é de Mariana, A Miserável, comissariada pelo Canal 180, e estará pronta a ser inaugurada já amanhã, dia 20, pelas 18h00, no Museu da Chapelaria. As quatro restantes vão ser trabalhadas ao longo deste e do próximo ano com o intuito de criar uma ligação entre a segunda e a terceira edições do evento que representam um investimento de 376 mil euros, dos quais 80% comparticipados por fundos comunitários e 20% suportados pela Câmara Municipal de S. João da Madeira.

O primeiro dia do programa continua com Fita Cola – performance deambulante do Projeto EZ, das 18h00 às 19h00, no Museu da Chapelaria e na Praça Luís Ribeiro; pinturas faciais, manipulação de balões e animação, das 18h00 às 20h00, na Praça Luís Ribeiro.

A inauguração da instalação “Coincidências e Identidades” da artista plástica Célia Ribeiro está marcada para as 19h00 na Praça Luís Ribeiro.

O que começou por ser um projeto individual tornou-se num projeto coletivo” assumido pelos utentes do Trilho – Unidade de Apoio a Toxicodependentes e Seropositivos – da Santa Casa da Misericórdia. As pessoas vão poder ver em “Coincidências e Identidades” “um trabalho do que aconteceu à Praça”, mais concretamente “à volta do Elemento Arquitetónico que existia e deixou de existir. Ele foi ostracizado no início por não fazer parte da identidade da sociedade daquela altura e depois acabou por fazer parte da identidade de outras gerações”, explicou Branca Correia, diretora técnica do Trilho.

Os visitantes podem ainda assistir à performance musical da Orquestra Improvável, às 19h00, e visitar a Feira do Feltro e do Chapéu e a Feira de Doçaria Regional “Chapéus Doces” com iguarias de S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Sever do Vouga, Aveiro e Santa Maria da Feira na Praça. As feiras podem ser visitadas no dia 20, das 19h00 às 20h00, nos dias 21 e 22, das 10h30 às 20h00.

A segunda inauguração de uma instalação barra labirinto sensorial “Fundição de Memórias” da Associação de Jovens Ecos Urbanos realiza-se às 19h30 na Rua Padre Oliveira (no parque de estacionamento da PT).

Para este projeto “artistas de múltiplas áreas” foram convidados “a desenvolver projetos com a comunidade da Mourisca, Fundo de Vila, Orreiro e Parrinho”, adiantou Maria João Leite, animadora sociocultural da Associação de Jovens Ecos Urbanos, pedindo às pessoas que reservem as suas entradas para este labirinto social que reflete o habitat das pessoas que o construíram e que promete ser “muito habitável”.

Uma outra vertente deste evento que homenageia o chapéu é o Festival Gastronómico do Coelho com ementas especiais preparadas pelos restaurantes sanjoanenses aderentes para o jantar do dia 20, para o almoço e jantar do dia 21 e para o almoço do dia 22.

“O primeiro espetáculo de vídeo mapping em S. João da Madeira”

O primeiro dia do Festival do Chapéu termina com o concerto dos Crash Street, pelas 21h30, na Praça e com o espetáculo “Tangran e o Chapeleiro – Episódio: Em Busca do Chapeleiro” da Companhia Artelier?, pelas 22h30, na Praça 25 de Abril em frente à Casa da Criatividade. Um espetáculo “multidisciplinar” criado exclusivamente para o Festival do Chapéu que concilia “vídeo mapping, teatro-circo e multimédia, entre a realidade e a ficção, para fazer um elogio ao património”, adiantou Suzana Menezes, Chefe de Divisão da Cultura, destacando o facto de este ser “o primeiro espetáculo de vídeo mapping em S. João da Madeira”.

Chapéus de Pedra e Chapeleiro Maluco “só funcionam em interação com o público”

O palhaço Tosta Mista – O Carteiro está presente no dia 21, pelas 10h30, e Tosta Mista – O Malabarista no dia 22, pelas 11h00, na Praça Luís Ribeiro e ruas circundantes.

A animação com pinturas faciais, balões e jogos tradicionais também marcam presença no segundo e terceiro dias, das 10h30 às 13h00 e das 14h00 às 19h00, na Praça. Pelas 11h00 aparecem os fantoches Dom Roberto no Largo de Santo António e a palhaça Tânia Safaneta na Praça. Meia hora mais tarde está marcada a performance musical dos Anima Dixie, o teatro D. Quixote e o desfile Gigantones, Matronas e Bombos. O primeiro na Praça, o segundo no Largo de Santo António e o terceiro na Praça 25 de Abril, Rua da Liberdade e Praça Luís Ribeiro. A Orquestra Improvável e os Anima Dixie voltam a entrar em cena, às 13h00 e às 14h30, na Praça e ruas circundantes.

Os Chapéus de Pedra são homens e mulheres estátua que vão estar no sábado e no domingo, das 15h00 às 18h00, na Rua da Liberdade. No mesmo horário vai marcar presença o Chá das 5, com o Chapeleiro Maluco na Praça Luís Ribeiro. Tanto um espetáculo como outro são muito peculiares porque “só funcionam em interação com o público”, explicou Suzana Menezes.

Desfile de 13 confrarias com chapéu

O cante alentejano com Os Alentejanos da Damaia está marcado para o dia 21, às 15h00 e às 16h00, na Praça Luís Ribeiro e na Rua da Liberdade, respetivamente.

O desfile do Encontro de Confrarias com Chapéu, acompanhadas pela Banda de Música de S. João da Madeira, está marcado para as 15h00, com partida do Museu da Chapelaria até à Praça.

Os participantes são Confraria do Chapelão, Confraria do Anho Assado e Arroz de Forno, Confraria das Papas de S. Miguel, Confraria da Fogaça da Feira, Confraria da Água, Confraria da Foda Pias-Monção, Confraria do Arinto de Bucelas, Confraria do Pão, da Regueifa e do Biscoito de Valongo, Confraria Gastronómica da Amadora, Confraria da Cereja de Portugal, Confraria Gastronómica de Sever do Vouga, Confraria Enogastronómica Sabores de Botaréu, Confraria dos Sabores da Abóbora e Confraria dos as Sainhas.

O novo circo Mica Paprika – The Gentlemad atua no dia 21, às 16h00 e às 19h00, no Largo de Santo António e na Praça Luís Ribeiro. A Banda de Música de S. João da Madeira atua às 16h30, e a palhaça Tânia Safaneta – Momento Absurdo entra em cena às 17h45, seguida dos Anima Dixie às 19h00, na Praça.

O segundo dia do Festival do Chapéu encerra com o teatro Gira Mundo, às 21h30, e os espetáculos Baile dos Candeeiros, às 22h15, e Moon Light, às 23h00, todos na Praça.

Oito concertos em diversos pontos da cidade

O terceiro dia, 22 de julho, começa às 10h30 com a performance de Mimo´s Dixie Band, o teatro De Se Tirar o Chapéu e os Cardadores de Ílhavo. O primeiro e último na Praça Luís Ribeiro e ruas circundantes e o segundo no Largo de Santo António.

Depois dos teatros A Farsa do Mestre Pedro Pereira, às 11h00 e às 14h00, e Carripana, às 11h30 e às 14h30, estão previstas as atuações de Mimo´s Dixie Band, às 11h40, Marchinha do Botequim, às 12h30, e Cottas Club Jazz Band, às 13h00 e às 15h30, tudo na Praça Luís Ribeiro. A primeira peça de teatro mencionada atua no primeiro horário e a segunda no segundo horário no Largo de Santo António.

O Festival do Chapéu continua com a atuação dos Pauliteiros de Miranda, pelas 15h00, na Praça e com o circo contemporâneo INConstantes Des/Equilíbrios, às 16h00, no Largo de Santo António.

O desfile do Encontro de Bandas com Chapéu começa à mesma hora desde o Museu da Chapelaria até à Praça Luís Ribeiro.

Uma das curiosidades deste encontro é que depois do desfile, das 16h30 às 19h00, os participantes vão atuar em diversos pontos da cidade.

Os participantes são Banda de Música dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, Galandum Galundaina, Associação Musical e Cultural de S. Bernardo, Zé Pedro Associação Musical, Banda de Música de Belinho, Banda de Música de Pinheiro da Bemposta, Banda Filarmónica do Alqueidão e Banda de Música de Loureiro (Oliveira de Azeméis). O Festival do Chapéu encerra às 20h00 em S. João da Madeira.

O Hat Weekend Festival pretende “dinamizar o centro” e, ao mesmo tempo, homenagear o chapéu enquanto símbolo de “ligação muito forte à identidade histórica da nossa cidade”, disse o presidente da câmara, Jorge Sequeira, durante a conferência de imprensa de apresentação do evento, dia 16 de julho, no Museu da Chapelaria.

Os objetivos principais deste festival são “valorizar e promover o património”, “estimular a prática do turismo cultural”, a “coesão” e a “inclusão social”, afirmou Suzana Menezes. Além disso, o Hat Weekend Festival vai dar “uma visão completamente diferente do que é a nossa cidade enquanto cidade dos chapéus”, constatou a Chefe de Divisão da Cultura.

O presidente da câmara, Jorge Sequeira, aproveitou o momento para reforçar que “todos os eventos são ao ar livre” e que “todos os eventos são gratuitos”.

Visitas ao labirinto social “Fundição de Memórias”

A instalação barra labirinto social “Fundição de Memórias” da Associação de Jovens Ecos Urbanos pode ser visitada no dia 20 de julho, às 21h00 e às 22h00, na Rua Padre Amério (junto ao parque de estacionamento da PT).

Quem quiser pode fazer a visita no dia 21 de julho, às 17h00, 18h00, 19h00,20h30, 21h30 e 22h00. Para aqueles que apenas podem visitar a instalação no último dia do Festival do Chapéu, 22 de julho, podem fazê-lo às 15h00, às 16h00 e às 17h00.

Festival vende chapéus e t-shirts personalizadas

Créditos: Inês Oliveira

O uso do chapéu não será obrigatório, mas quem quiser poderá comprar não só chapéus, mas também t-shirts personalizadas exclusivamente para o Hat Weekend Festival. Os exemplos podem ser vistos, para já, através de fotografia, e podem ser comprados durante o evento na Praça Luís Ribeiro.

 

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