A notícia sobre a proposta de remoção do espaço de jogo e recreio do Parque Urbano do Rio Ul, avançada em primeira mão e em exclusivo pelo labor na edição da semana passada, deu que falar nesta última reunião de câmara de 11 de setembro.

Sem ter referido uma única vez o nome labor, Paulo Cavaleiro falou várias vezes no “jornal” pelo qual, após contacto da jornalista, ficou a saber da intenção da câmara de remover, por questões de segurança, aquele que também é conhecido por “parque sensorial”. Isto, apenas ao início da tarde de 5 de setembro, o mesmo dia, em que de manhã, recebeu o “relatório [parecer da empresa H. Menezes – Risk Vision, de consultoria e formação, solicitado pela autarquia de S. João da Madeira, feito com base na análise prévia dos documentos técnicos do projeto, numa reunião com responsáveis da câmara e representante da equipa de projeto e numa visita ao local] com data de 17 de julho de 2018” e “sem a proposta” que agora estava em cima da mesa de trabalhos.

O vereador da coligação do PSD/CDS-PP lamentou “a forma como o assunto foi tratado”, chegando mesmo a dizer que “quando se quer condicionar a opinião pública põe-se notícias no jornal”. Em seu entender, Jorge Sequeira devia ter dado a saber o que pretendia aos vereadores da oposição antes de prestar declarações à comunicação social.

“Podia até perguntar como é que o jornal soube que havia um relatório, mas não quero ir por aí”, ironizou o elemento da oposição, sublinhando que “não gosto de fazer política assim”.

“Estou absolutamente convencido de que esta é uma boa proposta”

Já o autarca de S. João da Madeira está convicto – e disse-o várias vezes na ocasião – ter feito o que lhe compete no exercício das suas funções.

“A câmara recebeu um pedido de informação de um jornal e deu a informação que tinha disponível” sobre a matéria, garantiu Jorge Sequeira, que, na sequência desta solicitação, “antecipei o envio dos elementos à oposição”. Ainda a propósito, o edil recordou que “tinha competência delegada para tomar esta decisão, mas atendendo à sensibilidade do tema” quis trazê-lo à reunião de câmara.

O líder camarário está “absolutamente convencido de que esta é uma boa proposta”. “A solução mais adequada para o interesse público não é a de corrigir estes equipamentos [correção custaria cerca de 40 mil euros], mas sim a de removê-los e encontrar novas utilizações para esses bens”.

Este ponto foi retirado da ordem de trabalhos, a pedido da oposição. “O assunto merece ser estudado” com tempo, justificou a coligação do PSD/CDS-PP.

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