Uma das inovações do CEI consiste em o aluno apresentar, acompanhado do coordenador de turma, a sua avaliação

Os 550 alunos, desde o pré-escolar até ao ensino secundário, e os 70 colaboradores, em que 50 são docentes e 20 não docentes, do Centro de Educação Integral (CEI) iniciaram no dia 6 de setembro o ano letivo 2018/2019.

O projeto educativo deste estabelecimento de ensino distingue-se pela “relação pessoal que temos com os alunos atendendo às características de cada um e aos objetivos de cada família”, explicou o diretor Joaquim Valente.

O Plano de Desenvolvimento do Aluno (PDA) é uma das ferramentas do plano educativo do CEI em que “queremos que os alunos se afirmem como os grandes protagonistas” e uma das inovações consiste em “serem eles a apresentar as avaliações aos pais”, contou Isabel Valente ao labor. O facto de “só mudar o ´eu´ para ´ele´ faz toda a diferença”, completou Jacinta Valente.

O CEI adotou o tema “Em equipa sou mais líder no meu projeto de vida” para o ano letivo 2018/2019 depois de “Sou líder do meu projeto de vida” no ano letivo 2017/2018 com base no projeto “O líder em mim” em que “estamos a criar o espírito de liderança em todos os alunos e queremos que levem essa atitude dos sete hábitos para lideranças saudáveis para casa. O líder não é chefe, é aquele que sabe estar e trabalhar em equipa para que todos possam ser líderes”, adiantou Isabel Valente sobre este projeto americano de FranklinCovey implementado em empresas e agora em escolas.

E uma vez que o líder e a liderança estiveram no ano passado e voltam a estar este ano em cima da mesa, os alunos tiveram a oportunidade de liderarem mais um projeto, desta vez fora da escola, através da bancada do CEI na Assembleia Municipal Jovem (AMJ) promovida pelo Município de S. João da Madeira.

A iniciativa não veio surpreender por completo os alunos e as escolas porque têm participado há vários anos no Parlamento dos Jovens (PJ) onde existe contacto com alunos de todo o país.

Os alunos já estavam familiarizados com “a cultura de debate de temas, investigação, listas, eleições e é muito importante perceberem a importância da democracia”. A AMJ veio “reforçar” estes aspetos e “tornou mais ativa a cidadania local”, enquanto o PJ permite “melhorar a constituição do país”, considerou Jacinta Valente.

A AMJ poderá ainda “voltar a criar no cidadão o sentimento de pertença na sua região” uma vez que “vivemos numa sociedade de XXI muito indiferente às coisas” em contraposição com “o meu tempo, antes do 25 de Abril, em que éramos muito bairristas”, constatou Joaquim Valente ao labor.

 

“Há que aceitar que há uma evolução e que a tecnologia está presente nas nossas vidas”

Nós vivemos uma sociedade que é dia após dia cada vez mais digital. Um fenómeno digital ao qual a área da educação não será uma exceção.

“Não podemos ser extremistas, há que aceitar que há uma evolução e que a tecnologia está presente nas nossas vidas”, assumiu Isabel Valente, esclarecendo que “não somos avessos, mas temos de ensinar os alunos a gerir de forma autónoma e responsável a tecnologia e sempre com um objetivo”.

“A tecnologia está cada vez mais presente na educação”, concordou Jacinta Valente, salientando que “não podemos esquecer é que o aprender a escrever é o desenvolver de todo um raciocínio que está por trás e que é preciso aprender a escrever em cadernos”.

 

Curso profissional de Manutenção Industrial só avança se tiver 24 alunos inscritos

O CEI queria aumentar o número de três cursos profissionais (Saúde, Comércio e Restauração) para quatro com o de Manutenção Industrial, mas tal poderá não acontecer este ano letivo.

“O Ministério da Educação disse que podíamos avançar com o curso depois de terem cessado os prazos de inscrição a nível nacional”, afirmou Joaquim Valente ao labor.

O CEI divulgou o curso, tinha alunos só que “na altura das inscrições não tínhamos o curso aprovado” pelo Ministério da Educação e encaminhou os alunos para Gaia, Aveiro e Vale de Cambra, continuou o diretor, lamentando “o investimento que se faz a publicitar e a imagem que passa (de que afinal não havrá curso) degrada a instituição”.

Para o curso de Manutenção Industrial tinham sido estabelecidas “parcerias com empresas da região que garantiam o emprego com os valores de remuneração que são acima do salário mínimo nacional”, garantiu Joaquim Valente, assegurando que a empregabilidade deste e dos restantes cursos profisisonais é de “praticamente cem por cento”.

O curso de Manutenção Industrial só avança se conseguir os 24 alunos, adiantou o diretor do CEI ao labor.

CEI comemora 30 anos

O projeto começou com “O Pequeno Príncipe” em 1988, depois cresceu para o Centro de Ensino Integral em 1992, que passou, mais tarde, a designar-se Centro de Educação Integral.

“O CEI nasceu como um projeto de família, é um projeto de família e sempre continuará a ser um projeto para famílias”, salientou Joaquim Valente ao labor.

 

 

 

 

 

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