A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia de S. João da Madeira assinaram um protocolo com a Administração Regional de Saúde do Norte, no dia 18 de setembro, que visa a implementação de consultas de saúde oral aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) inscritos no Agrupamento de Centros de Saúde Aveiro Norte.

Por outras palavras, um dentista estará à disposição dos utentes do Centro de Saúde de S. João da Madeira a partir de janeiro de 2019, segundo a estimativa da câmara municipal que irá definir com a junta os termos da sua colaboração conjunta neste protocolo.

“O objetivo é ter, a 30 de junho de 2019, cerca de 30% dos municípios abrangidos e até ao final do mesmo ano cerca de 60%”, afirmou Fernando Araújo, secretário de Estado da Saúde, no final da cerimónia “Saúde Oral Para Todos”, onde foram assinados protocolos de colaboração entre várias dezenas de municípios e as cinco Administrações Regionais de Saúde, no âmbito do alargamento do projeto dos médicos dentistas nos cuidados de saúde primários.

“Temos neste momento cerca de 63 consultórios em 53 municípios, mas queremos chegar a todos os concelhos, próximos das pessoas”, acrescentou o secretário de Estado da Saúde, adiantando que a meta é ter “os 278 municípios com, pelo menos, um consultório de médico dentista” até junho de 2020.

O projeto está “aberto a todos os portugueses”, mas será dada prioridade àqueles que tiverem um maior número de patologias de saúde oral ou outras e à população mais vulnerável. A implementação desta “medida histórica” é um “sinal muito positivo da descentralização, é um casamento de oportunidades, é uma aliança virtuosa entre o poder central e o poder local, onde juntamos esforços”, afirmou Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde, à comunicação social, esclarecendo que este programa permite manter o programa cheque-dentista, iniciado em 2008, mas também chegar “a uma população diferente, que é uma população mais pobre, mais idosa, com menos recursos”.

O ministro sublinhou o trabalho feito pelas comunidades locais e pelos autarcas na construção desta medida. “Assumimos hoje, aqui, que a nossa vontade é aprofundar as parcerias público-público entre o poder local e o poder central, chamando à colaboração, sempre que necessário, outros setores, como o social ou privado, mas o SNS defende-se nesta linha, lutando todos os dias contra as dificuldades que são imensas”, frisou Adalberto Campos Fernandes.

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