“Conversas Soltas” dinamizam setores do calçado e da cortiça

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Iniciativa foi promovida pelo Santander

João da Madeira serviu de palco, na passada quinta-feira, para mais uma sessão de “Conversas Soltas”, promovida pelo Banco Santander, com o tecido empresarial português para o desenvolvimento da economia no setor do “Calçado e da Cortiça” a ser o tema em destaque.

Esta iniciativa, inserida no âmbito da Box Santander Advance Empresas, que se estenderá a sete cidades portuguesas para outros tantos temas, tem como objetivo proporcionar a empresários, gestores, académicos e associações da região a discussão de assuntos relevantes e atuais para as empresas e negócios das zonas geográficas onde estão incluídas.

Esta conferência empresarial, dirigida pelo jornalista da CMTV, João Ferreira, contou com vários oradores convidados, entre os quais Jorge Sequeira, presidente da Câmara Municipal (CM) de S. João da Madeira, Joaquim Lima, diretor-geral da Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR), Isabel Allegro, administradora da Corksupply, Eduardo Costa, diretor do Centro de Formação Profissional da Indústria do Calçado, (CFPIC), Emídio Sousa, presidente da CM de Santa Maria da Feira, Leandro Melo, diretor-geral do Centro Tecnológico do Calçado de Portugal (CTCP) e Nuno Trigo, diretor Comercial/Empresa Santander.

Municípios abertos à criação de “mais condições” para empresários

Foi Jorge Sequeira quem abriu a discussão, dizendo que, sendo o calçado um setor muito importante – não só para o concelho como também para a economia portuguesa – a autarquia sanjoanense não podia deixar de estar ao lado dos empresários e daquela que é a sua principal indústria empregadora. Sobre a política do Governo, o edil sanjoanense referiu que as entidades responsáveis do país se têm portado relativamente bem, independentemente das cores partidárias, dando-lhe estabilidade nos mercados, cada vez mais competitivos.

Na ocasião, o responsável político disse ainda que tudo fará para criar mais condições de apoio à indústria e aos empresários do setor.

Por sua vez, o congénere Emídio Sousa afirmou que a “sua” câmara está aberta a todas as iniciativas empresarias sem qualquer tipo de burocracias. Aliás, nesse sentido, já criou condições especiais para aquisições de terrenos para construções de empresas e isentou do pagamento de taxas muitas destas firmas empregadoras.

Sobre o concelho feirense que abrange estes dois polos setoriais, – o do calçado e o da cortiça -, o edil afirmou ainda que, dos 1.000 hectares de área industrial que o município oferecia, nos últimos anos duplicaram a oferta para dar uma melhor resposta aos pedidos solicitados, sem esquecer, no entanto, de criar interlocutores próximos dos empresários para um trabalho rápido e em conjunto.

Leandro Melo e Eduardo Costa (CFPIC), ambos do setor do calçado, também se fizeram ouvir chamando a atenção para a falta de mão de obra qualificada e a necessidade de encontrarem operários “à moda antiga”.

Além disso, sobre os reflexos da globalização e as suas mudanças de estilo, Leandro Lima salientou a importância da era digital no comércio planetário, o seu tráfego e marketing dirigido ao consumidor.

Setor da cortiça é líder mundial

Quanto à cortiça, para Joaquim Lima (APCOR), a relação direta com os mercados externos fez evoluir o setor nos últimos 20 anos, ao ponto de se tornar líder mundial. Segundo o diretor-geral da APCOR, as exportações multiplicaram nos últimos três anos e este ano esperam atingir os 1.000 milhões de euros na balança comercial.

Por seu turno, Isabel Allegro não deixou de sublinhar que, apesar de aparecerem mais mulheres no ramo, este continua a ser um setor masculino. A responsável também alertou para a falta de mão de obra qualificada também neste setor.

Por último, coube a Nuno Trigo referir a importância de o Banco Santander se posicionar, não só nos diversos mercados, mas também de ter uma aproximação de empatia ao cliente, ser parceiro junto dos empresários, e ter uma estratégia global, sobretudo nas soluções financeiras e outros afins.

De acordo com o diretor, o Santander, para além de estar na dianteira em relação aos outros bancos nesta área, quer tornar-se também referência no estudo e formação de negócios.

 

 

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