Breves da Assembleia Municipal

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Inês Leite

Ruas O “péssimo” estado de “conservação e limpeza” de algumas ruas em S. João da Madeira foi apontado por Manuel Almeida, deputado da coligação PSD/CDS, durante a sessão da Assembleia Municipal, destacando duas delas. A primeira, Rua de Angola, tem “troços de passeios por pavimentar”, “caixas sem tampas” e “um estaleiro a céu aberto de restos materiais”, deu a conhecer Manuel Almeida, considerando que nenhum destes aspetos – que não são de agora e existem há algum tempo – “dignifica” a cidade. A segunda é a Travessa S. Francisco Xavier que, a partir da Casa do Morgado, “é uma autêntica selva” por “culpa dos proprietários privados e também do poder público”, disse o deputado da coligação PSD/CDS. Para Manuel Almeida, o poder público pode “exigir” a limpeza dos terrenos ao privado, mas tem de “dar o exemplo” ao limpar os seus terrenos. O presidente da câmara, Jorge Sequeira, admitiu ser “verdade que há ruas em mau estado” e que esta é uma “situação com muitos anos”. Neste mandato, a câmara vai dedicar uma verba à repavimentação das ruas, informou Jorge Sequeira, dando a conhecer a assinatura da minuta do contrato, no dia 28 de setembro, desta obra que irá “a breve trecho” para o terreno.

Piscina A abertura da piscina interior teve de ser adiada depois de ter sido detetada e reparada uma “fissura que levava a perder 25 centímetros de água diariamente”, recordou Manuel Almeida, considerando isto como “um peso” dos 30 anos de idade deste equipamento municipal que está “ultrapassado na acessibilidade aos mais idosos” e que o aspeto técnico também “deixa muito a desejar”. Por estas razões, “vai sendo tempo de pensarmos numas piscinas novas e deitarmos mãos à obra” ou “numa renovação profunda da existente”, indicou Manuel Almeida. A “recuperação de fundo deste edifício está a ser feita”, garantiu o presidente da câmara, Jorge Sequeira, que realizou uma “visita de estudo” com vista a encontrar “a melhor solução” para este equipamento.

“Casqueira” A CDU enviou, a 1 de junho deste ano, um requerimento ao presidente da câmara para ter acesso aos documentos decorrentes das reuniões e visitas técnicas à empresa Luís Leal & Filhos por parte da comissão de acompanhamento constituída por elementos da Comissão Coordenadora Regional do Norte, Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Agência Portuguesa do Ambiente e Municípios de Santa Maria da Feira e S. João da Madeira. “Não nos passou pela cabeça” depois de Jorge Sequeira se ter demonstrado “tão favorável à transparência” que “evocasse o argumento jurídico” de que precisa “da autorização da entidade que promove o relatório”, afirmou Jorge Cortez, deputado da CDU. “Achamos muito estranho que aqueles que continuam a estragar o ar que respiramos possam ter o direito em manter em reserva um tema que aos munícipes e aos representantes dos munícipes dizem respeito”, continuou Jorge Cortez, salientando que estes documentos são “importantes para avaliar o que se passa”. O deputado quis saber se o presidente da câmara, Jorge Sequeira, vai deferir ou não o requerimento da CDU. Jorge Cortez aproveitou ainda a sua intervenção para reconhecer “o trabalho, a dedicação e a perseverança” de Maria Clara de Carvalho que levou a petição sobre este tema à Assembleia da República. Como “a câmara municipal não é proprietária dos documentos, solicitou à entidade para os transmitir”, respondeu o presidente Jorge Sequeira, assumindo que os mesmos vão ser “facultados na próxima semana”.

Transparência Uma das bandeiras da campanha eleitoral de Jorge Sequeira foi a transparência. Passado quase um ano da sua tomada de posse, “continuamos à espera de medidas diferenciadoras”, incitou Jorge Cortez, relembrando que ao clicar na ferramenta “Transparência” do site do Município apenas aparece a mensagem “abre brevemente” e até “parece um anúncio comercial”. A ferramenta “Transparência” será uma espécie de “microsite” em que uma parte está a ser trabalhada pelos serviços da câmara e outra por uma empresa contratada, adiantou o presidente Jorge Sequeira.

Sem-abrigo A criação de um Plano de Inclusão para Pessoas Sem-Abrigo foi a primeira medida do mandato de Jorge Sequeira. “Gostamos muito que tivesse essa preocupação” só que “não detetamos alterações” quase um ano depois de tomar posse, indicou Jorge Cortez, deputado da CDU, pedindo informações sobre o que foi feito até então pelo Município. As pessoas em situação de sem-abrigo têm sido acompanhadas pelo presidente Jorge Sequeira, por Paula Gaio, vereadora da Ação Social, e pelos técnicos de serviço e “estão a ser tomadas medidas” para a construção deste plano. Contudo, “não é tema que vá partidarizar e não vou usar em favorecimento político”, assumiu Jorge Sequeira.

“Unhas Negras” O livro “Unhas Negras” de João da Silva Correia “não está disponível” na Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo, informou Fátima Guimarães, depois de ter tentado comprar o mesmo naquele equipamento municipal e de lhe terem dito que estão “à espera de uma reedição”. “Acho imperativo a reedição deste livro para a história de S. João da Madeira”, frisou a munícipe. Fátima Guimarães alertou ainda que nem tudo está bem no campo da educação, exemplificando com um caso do pré-escolar onde cada educadora tem um grupo de crianças e deve ter uma pessoa a ajudá-la só que “isso não acontece em S. João da Madeira”. O presidente da câmara considerou “pertinente” a chamada de atenção sobre o livro “Unhas Negras”, de João da Silva Correia, e relembrou que a câmara contestou o número de assistentes operacionais junto da entidade competente.

Festas “A cidade precisa de festas sim, mas na Praça não”, disse Mariana Costa, uma moradora do centro da cidade que é afetada pelo barulho dos eventos, pedindo à câmara para ponderar a realização dos mesmos noutros locais como o jardim da ponte. O presidente Jorge Sequeira demonstrou compreensão para com a “tensão” provocada pelas “atividades ruidosas”. Contudo, as mesmas não acontecem “todos os dias, mas em tempos limitados”, relembrou o presidente da câmara, assumindo, por isso: “não posso prometer que deixaremos de ter atividades no centro da cidade”.

Diana Familiar

dianafamiliar@labor.pt

 

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