Da autoria das designers Estibalitz Diaz e Carolin Holzhuber

Contrariamente ao previsto, foi a secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, e não o então ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, que inaugurou as duas novas exposições temporárias do Museu da Chapelaria e do Museu do Calçado, no passado dia 11 de outubro.

Inseridas no ciclo programático “Criar entre mundos. Da cabeça aos pés” dos dois museus da cidade, uma é da autoria de Estibalitz Diaz de Durana, designer de chapéus de Bilbao (Espanha) que sempre se sentiu fascinada pelo brilho e toque dos tecidos, e a outra de Carolin Holzhuber, designer de calçado nascida na Áustria cujas criações refletem a fascinação pelo sublime.

“Estibalitz Diaz de Durana. Entre chapéus e sonhos” e “Elevado. O calçado de Carolin Holzhuber” podem ser visitadas até 28 de abril de 2019. Estas duas exposições, além de desafiarem a explorar outros mundos, são também “mais uma homenagem a todos quantos estão ou estiveram ligados à chapelaria e ao calçado, setores de atividade empresarial nos quais os trabalhadores, criativos e industriais portugueses, em particular os sanjoanenses, têm sabido rasgar fronteiras e distinguir-se pela capacidade de fazer diferente com grande qualidade”, segundo palavras de Jorge Sequeira.

S. João da Madeira tem “uma história de se lhe tirar o chapéu”

Historiadora de formação, Maria Fernanda Rollo não escondeu o seu fascínio pela história de S. João da Madeira (SJM). “Uma história de se lhe tirar o chapéu”, como a própria disse no Museu da Chapelaria, considerando tratar-se do “melhor exemplo que podemos dar no nosso país”.

De acordo com a governamental, SJM “concentra uma das zonas do país mais importantes em termos de desenvolvimento industrial” e “ensina-nos o caminho que tem de acontecer, com persistência, com calma, o caminho do futuro anunciado”. Ainda na sua ótica, “temos todos de contar esta história”. “Uma história de sucesso”, como sublinhou.

 

 “O Museu é vosso”

Alinhando pelo mesmo diapasão da secretária de Estado, o autarca anfitrião reconheceu publicamente o valor da história local, para a construção da qual os antigos empresários e operários da indústria chapeleira foram fundamentais.

Jorge Sequeira referiu-se mesmo a alguns deles que estavam ali presentes: “Sem a vossa presença esta cerimónia perderia sentido. O Museu [da Chapelaria] é vosso”.

Na ocasião, o presidente da câmara ainda elogiou “os autarcas, técnicos, escolas, etc., que contribuíram para que estes museus sejam um marco da história da nossa cidade e do nosso país”. Aliás, em seu entender, “é obra” o concelho mais pequeno do país em território ter dois museus, assim como “é obra” o programa do Turismo Industrial.

Relativamente às exposições que iam ser inauguradas, considerou que tornam “o património da cidade mais rico”. No entanto, fez notar que “se não forem partilhadas não fazem sentido”.

Os dois atos inaugurais constaram do programa das comemorações oficiais do 92.º aniversário da Emancipação Concelhia de S. João da Madeira.

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