Projeto começa no dia 2 com concerto da cantora norte-americana Jacqui Naylor

Durante o próximo mês, a Casa da Criatividade abre as portas àquela que é a nova aposta cultural do Município de S. João da Madeira.

Novembro Jazz é o nome do projeto com que a câmara quer “criar um espaço de promoção” do jazz, género musical que surgiu no final do século XIX nos Estados Unidos da América (EUA) e que tem sido pouco explorado em S. João da Madeira. Precisamente para inverter esta realidade local, a maior sala de espetáculos da cidade vai receber, ao longo de novembro, alguns dos mais relevantes nomes do jazz português e estrangeiro.

Esta primeira edição do Novembro Jazz, “para além de divulgar música jazz de qualidade, também tem como preocupação estimular a criação de novos públicos e formar jovens músicos, nomeadamente, através da masterclasse de jazz que decorre no dia 24, com Sandro Norton”, adiantou a chefe de Divisão da Cultura da autarquia ao labor.

Suzana Menezes também avançou, em declarações exclusivas ao nosso jornal, que “o que se pretende, fundamentalmente, é mostrar que o jazz é para todos e de todos e fazê-lo de uma forma descomprometida, levando o nosso público a descobrir novos e reconhecidos músicos e novas formas de performance”. “Aliás, o grande mote desta primeira edição é precisamente esse: descobrir”, acrescentou.

Jacqui Naylor “inaugura” mês do jazz

Novembro Jazz arranca a 2 de novembro, às 22h00, com o concerto da norte americana Jacqui Naylor, cantora difícil de categorizar que, dependendo do seu estado de espírito, deambula entre um jazz puramente vocal e uma abordagem folk-rock mais alternativa.

Influenciada pela combinação improvável de artistas como Billie Holiday, Nina Simone ou Tracy Chapman, Jacqui Naylor desenvolveu um estilo pessoal e absolutamente reconhecível, que se espraia num repertório altamente diversificado, afirmando-se, por isso, como uma das grandes surpresas deste festival sanjoanense.

Luísa Sobral sobe ao palco da Casa da Criatividade dia 9

No dia 9 é a vez de Luísa Sobral, que atualmente já prescinde de apresentações. A sua carreira começou aos 16 anos de idade quando concorreu ao Ídolos (SIC). Depois disso, mudou-se para os EUA para estudar na Berklee College of Music. O álbum de estreia, The Cherry on my Cake, foi editado em 2011, e ao fim da primeira semana ocupava já a terceira posição das tabelas em Portugal. Em 2012, tornou-se na terceira artista portuguesa a atuar no programa Jools Holland, apresentando canções suas e dividindo o palco com Melody Gardot. Nesse mesmo ano, gravou com Alexandro Sanz e David Fonseca. Em 2016 editou o álbum Luísa, que foi apresentado ao vivo pelo país. O disco foi gravado em Los Angeles, no mítico United Recording Studios.

“Este é um dos espetáculos que ninguém vai querer perder até porque Luísa Sobral se vai apresentar num formato novo”, disse a responsável camarária. 

JP Simões atua dia 16

A emblemática voz de JP Simões chega a S. João da Madeira no dia 16. Este é um artista com um percurso muito singular. JP Simões começou por estudar Jornalismo, depois Direito da Comunicação, seguindo-se Escrita de Argumento, Língua Árabe, Teoria da Literatura e Saxofone. Pelo caminho, dedicou-se à música, tendo passado pelos projetos Pop Dell’ Arte, Belle Chase Hotel e Quinteto Tati.

Neste momento, Bloomé o nome da sua mais recente aventura musical e é esta nova aventura que vai partilhar com o público da Casa da Criatividade, a partir das 22h00. Numa refrescante e luminosa viagem musical, o músico português desenha paisagens sonoras com uma postura íntima e de escrita confessional, manifestamente distinta do reportório que conhecemos até hoje.

Masterclasse de iniciação ao jazz com Sandro Norton

Entretanto, apostando na dimensão formativa, os Paços da Cultura acolhem, no dia 24, pelas 10h00, uma masterclasse de iniciação ao Jazz, dirigida por Sandro Norton, que conquistou uma grande reputação como músico mas também como compositor e professor, sendo atualmente reconhecido pela sua excelente técnica de improvisação e pelo domínio da guitarra percussiva.

Durante o seu percurso universitário, Sandro Norton estudou com Mike Outram, Shaun Baxter, Ian Scott, Phillip Mead, Dave Cliff, Simon Philip, Eddie Harvey, Paul Elliot, entre outros. Teve aulas particulares com Charlie Banacos, David Lucas, Gary Burton, Mike Stern, Jim Hall, Eric Roche, Jonathan Kreisberg, Vicki Genfan e também com o Dr. Barry Harris. Como professor, elaborou programas de jazz, treino auditivo, harmonia e instrumento, tendo ministrado aulas a mais de 1.000 alunos de 80 nacionalidades. Presentemente colabora com a Lick Library como “guitar educator”.

Festival encerra com Orquestra de Jazz de Matosinhos

O evento encerra no dia 30, novamente na Casa da Criatividade, com a Orquestra de Jazz de Matosinhos. Criada em 1999, esta orquestra é hoje um laboratório permanente que, não esquecendo a tradição das grandes big bandsdo passado, promove continuamente a criação, a investigação, a divulgação e a formação na área do jazz.

Dirigida por Pedro Guedes e Carlos Azevedo, tem colaborado com nomes tão diversos como Maria Schneider, Carla Bley, Lee Konitz, John Hollenbeck, Jim McNeely, Kurt Rosenwinkel, João Paulo Esteves da Silva, Carlos Bica, Ingrid Jensen, Bob Berg, Conrad Herwig, entre dezenas de muitos outros.

Suzana Menezes disse ainda ao labor que “esperamos que o público aceite o nosso convite e se permita colocar nesta posição de ‘descobridor’, envolvendo-se ativamente na primeira edição do Novembro Jazz”.

Aliás, “pensando em todos (e ainda que os bilhetes individualmente sejam já muito acessíveis, podendo ser adquiridos em www.bol.pt e nos outros locais já habituais), Novembro Jazz tem a particularidade de disponibilizar um bilhete único que dá acesso a todos os espetáculos (exceto à masterclasse), com descontos muito vantajosos”, rematou.

BILHETE ÚNICO PARA O FESTIVAL

(disponível apenas na bilheteira local)

Bilhete 1

Plateia de A a I | 28,5 euros

Bilhete 2

Plateia de J a R + Cadeiras de Orquestra | 25,5 euros

 

Sara Tavares esgota Casa da Criatividade

Amanhã, dia 26, pelas 22h00, Sara Tavares sobe ao palco da Casa da Criatividade. De regresso às edições discográficas, este nome maior da música portuguesa vai dar a conhecer ao público de S. João da Madeira “Fitxadu”, o seu quinto trabalho de originais, num concerto “sem pressas e com a qualidade a que nos tem habituado ao longo de uma carreira ímpar com mais de 20 anos”.

“Fechado” em crioulo de Cabo Verde, “Fitxadu” marca “o encerramento de um ciclo, e como todos os capítulos, o início de um novo”. Pela primeira vez, Sara Tavares partilha a produção musical e composição das suas canções, na companhia de nomes como Kalaf Epalanga, Toty Sa´Med, Manecas Costa, Bilan (Cachupa Psicadélica) Princezito, Nancy Vieira ou Paulo Flores, entre outros.

De salientar que este espetáculo já está esgotado desde a última terça-feira, conforme foi anunciado na página do Facebook da Casa da Criatividade.

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