Virado do avesso

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S. João da Madeira necessita de uma revolução urbanística

Parte I

A cidade de S. João da Madeira foi criando novas centralidades sem que a ordenação urbanística tivesse acompanhado esse movimento de evolução e a consequência foi dividir a cidade em duas metades: uma das metades dirigida a quem faz turismo cultural e outra metade destinada a todo o resto.

A zona onde estão instalados os Museus da Chapelaria e do Calçado e a Oliva Creative Factory é hoje uma área cheia de vida. Quase todos os dias chegam autocarros cheios de visitantes que, infelizmente, no fim da visita aos museus voltam a partir sem que tenham usufruído da cidade que os acolheu.

Por isso, parece-me que esta zona precisa urgentemente de ser ligada ao centro da cidade, para que seja possível aos sanjoanenses e a quem nos visita fazer este percurso de forma aprazível e sem correr riscos.

Para tal, a solução seria criar um corredor pedonal contínuo entre a Praça Luís Ribeiro e o Largo Afonso Henriques (antigo “Zé do Vário”), pela atual Rua Oliveira Júnior, e daí até aos museus, seguindo a mesma lógica estética da Praça (com circulação automóvel de um sentido e largos passeios).

Acredito que estas alterações iriam contribuir decisivamente para um maior fluxo de visitantes ao centro da cidade, nomeadamente, dos muitos visitantes dos museus e Oliva.

Para o turista ou visitante, a cidade vê-se a pé ao longo de ruas bonitas e bem cuidadas, pelo que o prolongamento da zona pedonal seria um forte estímulo para estes visitantes ‘descerem’ até à Praça Luís Ribeiro.

Consequentemente, daqui resultaria um aumento de consumo no comércio local que tanto precisa de ser revitalizado. Criar-se-ia uma “grande Praça Luís Ribeiro” que passaria a abarcar, dentro de si, a oferta cultural qualificada da cidade (e aqui considero também a Casa da Criatividade e os Paços da Cultura).

S. João da Madeira é demasiado pequena para estar partida em duas metades. A fácil e esteticamente qualificada ligação entre os seus equipamentos é essencial para o seu desenvolvimento, afirmação e capacidade de atração dentro da região norte.

Afinal, quem quer visitar cidades que não sejam bonitas?

Jorge A. Silva

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