Em S. João da Madeira

O Novembro Jazz prosseguiu na passada sexta-feira, dia 9, com o espetáculo de Luísa Sobral. “Um momento especial deste festival – segundo disse a chefe de Divisão da Cultura da autarquia ao labor – não apenas por causa do extraordinário ‘calor humano’ que resultou de uma sala esgotada, mas também porque a artista fez o lançamento do seu novo álbum”. “Rosa” foi lançado, precisamente, na Casa da Criatividade e no dia exato em que foi editado.

“Partilhando o palco com a magnífica performance do guitarrista Mário Delgado, Luísa Sobral presenteou-nos, de forma intensa e vívida, com as histórias que conta neste novo trabalho e que, de certo modo, fazem parte do seu mundo, das suas preocupações (como é o caso de ‘Nadia’ que apresenta a dura realidade dos migrantes que se dirigem à Europa na expectativa de encontrarem uma – melhor – vida) ou das suas alegrias (como ‘O Melhor Presente’,  ‘Querida Rosa’ ou ‘Benjamim’, temas que dedica aos seus filhos)”, contou Suzana Menezes, acrescentando que, “pelo caminho”, a artista deixou “outras histórias igualmente emblemáticas da sua carreira, desde o incontornável “Amar pelos dois”, passando pelo ‘Xico’, ‘Paspalhão’, ‘Cupido’, ‘João’, entre tantos outros”.

Foi, na opinião da responsável camarária, “uma noite intensa, de emoções e partilha”, ao longo da qual o público se deixou “envolver pela simpatia contagiante de Luísa Sobral, pelas suas palavras, as que cantou e as que disse em jeito de confissão sobre cada música, interpelando o público e exigindo-lhe que interrompesse, com alguma frequência, o silêncio que lhe era dedicado e que, afinal, era apenas de respeito e profunda intimidade com a artista”.

 

 

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