Durante o primeiro ano da Consulta de Enfermagem de Ostomia Respiratória (CEOR) do Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga (CHEDV) foram acompanhados 27 utentes com ostomia respiratória, perfazendo um total de 114 consultas. Estes números foram avançados, em nota de imprensa enviada ao labor, pelo CHEDV que, no passado dia 21, assinalou o primeiro aniversário da dita consulta com um lanche convívio.

Neste encontro, para além de pacientes que foram apoiados no decorrer deste último ano, marcou presença o presidente do conselho de administração do CHEDV. Miguel Paiva elogiou o espírito de iniciativa dos profissionais que estiveram envolvidos na criação da CEOR, “pois a existência deste importante suporte, para os utentes com estoma, deve-se ao empenho dos mesmos”. Na ocasião, foi ainda realçado “o apoio, relevante, da Liga dos Amigos do Hospital de S. Sebastião (LAHSS) para a concretização deste e de outros projetos no CHEDV”.

De salientar que, no final, a equipa da consulta ofereceu aos utentes presentes dois lenços protetores de estoma, cuja produção ficou a cargo do Serviço de Rouparia do CHEDV e contou com a participação da LAHSS.

Equipa está “orgulhosa” deste primeiro ano do projeto

No comunicado recebido pelo nosso jornal, a equipa diz-se “orgulhosa” do trabalho realizado neste período, agradecendo “a todos aqueles que contribuíram para a concretização e sucesso deste projeto”.

Recordando o passado, lembra “um projeto muito ambicionado que, com muito esforço, veio dar resposta às necessidades e colmatar dificuldades sentidas pelos nossos utentes e seus familiares/cuidadores”. Falando no futuro, deseja que “esta consulta abranja mais utentes”.

No CHEDV, a CEOR proporciona, desde o dia 15 de novembro de 2017, um atendimento diferenciado aos utentes/família com proposta de traqueostomia ou já traqueostomizados e laringectomizados no pré-operatório, pós-operatório e posterior consulta de seguimento, cujo objetivo é elevar a prestação de cuidados de enfermagem ao mais alto nível na área das ostomias respiratórias, proporcionando-lhes assim uma melhor qualidade de vida, melhor aceitação da sua condição e manutenção da prótese.

A consulta é constituída por uma equipa multidisciplinar de enfermagem, em articulação com os médicos otorrinolaringologistas alocados especificamente a esta área, contando também com a colaboração do terapeuta da fala.

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