Esta última segunda-feira, a deputada à Assembleia da República do PSD, acusou o Governo de ter promovido uma “trapalhada” em torno do regime de flexibilização do acesso a pensões. Intervindo na discussão, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2019, Susana Lamas notou a coincidência com a data das eleições, que disse ser “oportuna”, conforme refere nota de imprensa enviada ao labor.

“Foi tudo uma trapalhada”, atirou a parlamentar social-democrata, recordando que “começou a confusão” quando o ministro “veio anunciar a eliminação do fator de sustentabilidade para pensionistas que reúnam condições de aos 60 anos terem, pelo menos, 40 anos de contribuições”.

Susana Lamas disse ter dúvidas sobre se o regime que surge em 2019 coexistirá com o regime de flexibilização atual, até porque, como referiu na sua intervenção, “o ministro explicou mas ainda não se entendeu, não há certezas, só confusão”.

Segundo o comunicado recebido pelo nosso jornal, a deputada eleita pelo círculo de Aveiro referiu-se, também, àquilo a que chamou de “segunda trapalhada”: “em janeiro podem aceder os trabalhadores com 63 anos ou mais e só a partir de outubro de 2019 os trabalhadores com 60 anos ou mais. Porquê esta distinção, porquê estes dois momentos? Porquê só em outubro? Proximidade de eleições?”.

Susana Lamas sublinhou ainda “os meses e meses de espera, de atraso na atribuição de pensões pelo Centro Nacional de Pensões”, para deixar o desejo de que “neste orçamento esta questão se resolva”.

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