A minha coluna

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Estacionamento para quem?

Estacionamento e Praça continuam a dar que falar. Embora incompatíveis. E porquê? A zona da Praça já tem alguns lugares de estacionamento. No troço auto-pedonal da Oliveira Júnior, por exemplo, foram criados alguns lugares de estacionamento para uso, por poucos minutos, dos potenciais clientes das lojas da zona. Acontece que é quase impossível encontrar um lugar vago. E não por culpa dos clientes. Só que alguns comerciantes se queixam que outros seus colegas têm feito desses lugares parque privativo. De borla. Como cliente, preferencialmente, do bom comércio tradicional – que o há nessa zona – raramente consigo lá encontrar lugar pelos tais poucos minutos. Então? Em que ficamos?

Balha-me Deus…

Vai um donativo para os enfermeiros?

Se me contassem não acreditava. Mas acredito porque vi e ouvi. Num dos telejornais desta terça-feira uma senhora de um sindicato destes profissionais disse que iam avançar com uma campanha de recolha de donativos para pagar os dias de greve aos enfermeiros porque, coitados, nesses dias não ganhavam, não tinham salário. Fiquei entusiasmado com esta iniciativa porque, de facto, se há justiça neste mundo é a que nos fará contribuir com um “donativozito” para ajudar esta rapaziada que anda nitidamente a brincar com a saúde de quem não tem dinheiro para ir para os hospitais privados. Hospitais e clínicas onde muitos destes profissionais do público fazem umas horas. Mas que, naturalmente, por serem privados lhes pagam menos que o Estado. Logo, a perda de salário em dia de greve, quando a entidade patronal é o Estado, constitui uma quebra significativa no respetivo orçamento familiar. Portanto, caros leitores, vamos lá todos dar uma ajudinha a esta gente e contribuir com uns donativos para ajudar os enfermeiros a fazer mais uns dias de greves cirúrgicas e às cirurgias. Sim. Haverá luta mais justa do que a dos profissionais de saúde? Talvez haja. A dos juízes, por exemplo. Mas esses, pelo menos, não precisam dos nossos donativos. Agora os enfermeiros, sim. E merecem. Alguém sabe o número da conta bancária para lhes enviarmos uma transferência?

Vai um donativo para os enfermeiros?

Balha-me Deus…

Sua excelência o senhor animal

A organização não-governamental dos direitos dos animais vulgarmente conhecida por PETA (lê-se péta e não pêta…) lançou uma campanha para acabar com expressões que sugiram maus-tratos a animais. O PAN gostou da ideia mas não vai passar isso a proposta de lei. O que me dá algum alívio, mas também não deixa de me inquietar. E porquê? Porque eu sou dos que gosta de “pegar o touro pelos cornos” e de usar expressões idiomáticas em que os animais são parte importante. Por exemplo: Se me proibirem de dizer que fulano é mau como as cobras (e conheço alguns), como hei-de expressar a maldade dele, do fulano? E como substituirei a expressão que fulano é feio como um bode? Ou que o outro anda inchado como um peru? E como explicar que aquele é chato como uma carraça? Ou teso como o carapau? Ou calado como um rato? Ou gordo como um texugo? Ou que canta como um rouxinol? Ou que é lento como uma lesma? Ou teimoso como um burro? Ou vaidoso como um pavão? Ou pior que uma barata? Que seria de nós se nos tirassem estas lindas expressões que tão bem classificam gente que todos conhecemos e com quem tantas vezes nos cruzamos diariamente? Acho que ia ser muito monótono. E deixo já aqui a minha firme decisão de nunca aceitar qualquer mudança cultural nesse sentido. É que quem me conhece sabe que não sou escorregadio como uma enguia, mas antes valente como o leão!

Balha-me Deus!

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