Também defendem o parque infantil

O período de intervenção do público da sessão extraordinária da Assembleia Municipal, realizada na noite de 6 de dezembro, recebeu a inscrição de três munícipes que tiveram um tema em comum, a Praça Luís Ribeiro.

Enquanto Ana Couto demonstrou desagrado sobre a dimensão atingida pela discussão sobre a “Nova Praça”, Fátima Félix e Amadeu Freitas quiseram esclarecer e reforçar a sua opinião sobre este mesmo assunto.

A Câmara Municipal de S. João da Madeira apresentou o anteprojeto para a Praça Luís Ribeiro a 12 de novembro e desde então o assunto tem dado que falar e até levou à realização de um abaixo-assinado e de uma petição contra o mesmo. Uma vez que o assunto parece estar longe de estar resolvido, quase um mês depois da sua apresentação, a leitura que Ana Couto fez deste assunto é que “parece que só aqui (Praça) é que existe gente e comércio de rua”, querendo com isto dizer que “a cidade vive para lá da Praça” e apontando algumas carências existentes ao nível da mobilidade, urbanismo, limpeza, lixo e segurança. Esta munícipe pediu ao presidente da câmara, Jorge Sequeira, para que seja o elemento “facilitador” deste processo entre o órgão que representa e os comerciantes.

Por sua vez, Fátima Félix, vice-presidente da Associação Comercial de S. João da Madeira, usou da palavra para ler o documento dirigido ao presidente da câmara com o que pretendem para a Praça e para esclarecer o que terá sido dito nas reuniões entre a câmara e os comerciantes. Então, alguns comerciantes e a Associação Comercial não concordaram com a forma como foram envolvidos neste anteprojeto, isto é, tiveram conhecimento do mesmo, poucos dias antes da sua apresentação oficial nos Paços da Cultura, enquanto contribuíram com ideias e até foram um dos elementos do júri que elegeu o anterior projeto. Relembramos que o anterior projeto previa o atravessamento do trânsito da Rua Visconde, passando em frente ao Parque América e seguindo pela Rua Oliveira Júnior. Além disso, o trânsito da Rua Visconde ia passar por um túnel construído onde é atualmente a garagem da Escola de Condução Ribeiro, ficando assim com ligação direta à Rua Durbalino Laranjeira (traseiras do Parque América). A Rua do Dourado passaria a ser uma “pequena Praça” sem a circulação automóvel com a criação de 18 lugares de estacionamento. Nesse projeto estava contemplado um outro parque de estacionamento no gaveto entre a Rua Dr. Maciel e a Rua Dr. Oliveira Júnior (junto à Foto Mimi), um parque de estacionamento com capacidade para 90 viaturas entre a Rua Padre Américo e a Rua Júlio Dinis e um parque infantil em frente ao Novo Banco. O ponto fundamental mencionado por Fátima Félix foi que os comerciantes estariam dispostos a “abrir mão” do atravessamento do trânsito na Praça, mas vão continuar a fazer “finca pé” ao estacionamento e ao parque infantil. A vice-presidente da Associação Comercial deu ainda a entender que estão disponíveis para ser flexíveis em relação à questão estética e urbanística, contribuindo apenas com algumas sugestões. Tais como substituir os vasos gigantes com árvores por floreiras em frente ao Parque América, previstos no anteprojeto desta câmara; substituir as árvores existentes nas esplanadas do Colmeia e do Concha Doce por outras de menor dimensão; colocar objetos que representam a história da cidade no centro (sapatos, chapéus, etc.) e tornar a Praça numa Praça bem iluminada. Já Amadeu Freitas, proprietário da pensão Solar S. João, pediu a Jorge Sequeira para que tenha em conta as sugestões dos comerciantes anteriormente mencionadas.

“Praça ficará significativamente melhor em comparação com a realidade atual, aquela a que a devemos comparar e não a outra”

O presidente da câmara deixou claro que a Praça não tem sido o único assunto alvo de discussão. “Temos discutido muitas outras questões da nossa cidade”, disse Jorge Sequeira, frisando que a discussão da nova Praça é “legítima” e está a acontecer “quando deve ser, que é agora”. O autarca corroborou todos os apontamentos dados a conhecer por Fátima Félix, bem como aproveitou para fazer os seus próprios esclarecimentos. Primeiro, Jorge Sequeira considerou que as forças políticas e a Associação Comercial tiveram conhecimento do projeto dentro de um tempo razoável para que pudessem ir com uma opinião formada sobre o anteprojeto para a sua apresentação pública e relembrou que durante a sessão deixou em aberto a solução apresentada para as ruas Visconde e do Dourado que passava por criar uma entrada de sentido único com inversão de marcha na primeira e encerramento de trânsito na segunda. Entretanto, no novo anteprojeto, apresentado esta segunda-feira em reunião de câmara, estas ruas vão continuar com trânsito. O autarca assumiu que o número de estacionamento previsto por esta câmara e os pretendidos pelos comerciantes não é consensual, bem como a questão estética e urbanística. Mesmo assim disse que iria ver a questão das árvores com arquitetos paisagísticos. “No nosso ponto de vista é importante ter árvores” porque contribuem para “uma cidade com melhor qualidade de vida, sustentável e ecológica”, justificou Jorge Sequeira. A informação sobre o novo anteprojeto para a praça pode ser encontrada na notícia desta edição sobre a reunião de câmara. Na semana anterior, durante a sessão da Assembleia Municipal, Jorge Sequeira considerou que “a Praça ficará significativamente melhor em comparação com a realidade atual, aquela a que a devemos comparar e não a outra” que é como que diz a um anterior projeto que acabou por não ser concretizado. O autarca realçou a ideia que admite “opiniões diferentes”, mas o executivo também tem “direito a expressar o contraditório, as suas teses. É assim a democracia”.

Loading Facebook Comments ...

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, insira o seu comentário!
Por favor, insira o seu nome aqui