“Grande parte da obra” pronta em 2020

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GN

Anteprojeto da “nova” Praça Luís Ribeiro foi aprovado por maioria em reunião de câmara

Na reunião de câmara de segunda-feira transata, que era para ter acontecido no passado dia 4, mas que não aconteceu por oposição da coligação do PSD/CDS-PP, Jorge Sequeira disse não conseguir dar “uma data [exata] para a conclusão” da “nova Praça”, contudo, avançou que “em 2020 teremos grande parte da obra executada”.

Segundo o líder da autarquia, o anteprojeto, depois de aprovado pela autarquia e pela Assembleia Municipal, vai ter de ser candidatado a fundos comunitários até final deste mês. O edil lembrou ainda que “há um prazo de 24 meses para executar a empreitada”. E isto, em resposta a uma das várias questões colocadas pelo vereador Paulo Cavaleiro sobre o “assunto do dia” em S. João da Madeira desde há várias semanas e que, uma vez mais, voltou a dar que falar em sede de executivo municipal.

Oposição vota contra aquela que diz ser a “Praça do Sequeira”

Na hora da votação do anteprojeto de requalificação e revitalização do centro da cidade, a oposição votou contra aquela que disse ser a “Praça do Sequeira” ou a “Praça do presidente de câmara que decidiu alterar algo que estava alicerçado numa unanimidade”.

Paulo Cavaleiro repetiu o que havia afirmado em outras ocasiões, ou seja, que “se vai trocar uma solução de unanimidade por uma de maioria”. Para o social-democrata, “a nossa visão é muito diferente da que nos é apresentada agora”, sendo que, em seu entender, “percebe-se a intervenção,” mas “ainda ninguém percebeu bem qual é a estratégia”.

De acordo com o elemento da coligação do PSD/CDS-PP, esta proposta agora aprovada pela maioria “foi feita muito em cima do joelho, à pressa”, não contemplando aquilo que, na sua opinião, seria fundamental para um melhor centro cívico: acessibilidades, incluindo lugares de estacionamento, e um “parque infantil diferenciador”. A oposição não acredita que é o “jogo de água dinâmico” que vai fazer a diferença, mas também não o questiona.

Quanto ao argumento usado pela maioria PS de que o anterior anteprojeto comprometeria “o equilíbrio das contas municipais”, Paulo Cavaleiro desvalorizou-o: “Quando não temos mais argumentos vamos para os campos do financiamento e dos custos”.

Ainda a propósito, o vereador da oposição fez ver que “a câmara pode financiar parques de estacionamento usando capacidade para endividamento”, acrescentando que “estamos a falar de obra que permitiria retorno financeiro”.

Relativamente ao reforço da animação, se o pretendem fazer mantendo alguns eventos e extinguindo outros (casos da “Noite de Reis” e o festival MU.DA.TE) “fico preocupado”, “ironizou” Paulo Cavaleiro, que na altura fez ainda mais um reparo ao anteprojeto: contrariamente ao que é referido, “o PSD em concreto não foi ouvido. Apenas foram ouvidos os vereadores da coligação”.

“A Praça será a ‘Praça dos Sanjoanenses’ e não do Sequeira”

Jorge Sequeira não tardou a “dar o troco” à oposição, deixando claro que o anteprojeto “não é um capricho pessoal”. Pelo contrário. “É uma ideia de muitas pessoas”, que começou a “fervilhar” ainda durante a sua campanha eleitoral.

Já nessa altura “pediram-me que o trânsito não voltasse ao centro da cidade”, uma “ideia central” que o autarca e a sua equipa continuam a defender volvido mais de um ano. O objetivo é “preservar o coração da Praça como zona pedonal, de eventos, de fruição”.

Jorge Sequeira falou ainda que a construção do novo parque de estacionamento vai aumentar o número de lugares de estacionamento à superfície de 380 para 437, tal como o labor já noticiou na sua última edição. Esta é, aliás, “uma questão que não pode ser desligada da fiscalização pela PSP, uma vez que esta permitirá uma grande rotatividade de estacionamento”, fez ver.

O socialista deu nota também do reperfilamento da Rua João de Deus e da intervenção no Largo do Souto, este último “um problema de há imensos anos” que já começou a ser tratado pelo Município, através de contactos com “os vários proprietários”.

“Estamos conscientes do passo que estamos a dar”, defendeu Jorge Sequeira, para quem, “a longo prazo, este é o melhor projeto para a cidade”.

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