A bem da verdade, a reposição dos factos

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Direito de resposta

A pedido dos presidentes concelhios do PSD e do CDS-PP, respetivamente Susana Lamas e Ricardo Mota, publicamos de seguida um texto no exercício do direito de resposta ao editorial do diretor do labor publicado na edição de 6 de dezembro. Muito embora o texto em causa exceda e vá para além do que está consagrado no direito em causa, atendendo ao interesse editorial do assunto optamos pela sua publicação integral.

“Os responsáveis dos dois partidos que compõe a coligação PSD/CDS-PP, que elegeu democraticamente dois vereadores para a Câmara Municipal de S. João da Madeira, viram o nome dos seus partidos e dos vereadores que os representam, serem acusados de algumas inverdades pelo senhor diretor do Jornal Labor, no editorial da edição do passado dia 6 de dezembro.

Ora, senhor diretor do Labor: ou as suas fontes o informaram mal, ou então o senhor precipitou-se a comentar o adiamento da reunião da Câmara Municipal do passado dia 4 de dezembro, sem conhecer as verdadeiras razões para o sucedido.

Mas vamos aos factos.

De acordo com o seu editorial, os vereadores da oposição alegaram incumprimento da lei para a não realização da reunião na data agendada, e passamos a citar “E tudo porque aconteceu algo recorrente a todos os mandatos e por mais do que uma vez: os vereadores da oposição receberam a convocatória e os documentos depois do prazo limite fixado pelo Regimento”. E vai mais longe, ao ponto de detalhar que o vereador Paulo Cavaleiro recebeu os documentos 56 minutos depois da hora e a vereadora Fátima Roldão 2 horas e 45 minutos depois desse limite, o que não corresponde exatamente à realidade.

A verdade é que, no que se refere à vereadora Fátima Roldão, o email correto só lhe foi enviado no dia 3 de dezembro, segunda-feira, pelas 12 horas e 6 minutos, e não 2 horas e 45 minutos depois do limite do prazo, conforme é possível confirmar em email (imagem) em anexo.

DR

Nesse email informaram que posteriormente iriam enviar por wetransfer os anexos relativos ao ponto 15, que chegaram num formato de ficheiro que a vereadora não conseguiu abrir, dificultando e reduzindo o tempo para analisar todo um processo que requeria a maior atenção (menos de 24 horas).

No seu editorial/crónica de opinião, o senhor diretor afirmou que os vereadores da oposição não queriam discutir o ponto 15 da ordem de trabalhos que era, e citamos ”o Projeto de Requalificação e Revitalização do Centro da Cidade”, acrescentando que os vereadores da oposição admitiam discutir os restantes pontos da ordem de trabalhos, que na sua perspetiva e ciente de estar com toda a razão, seria “contraditório com a invocação do Regimento para validar a recusa”, afirmando isso com base naquilo que pelos vistos lhe transmitiram, ou que interpretou.

Eis aqui uma enorme falta de rigor! Não senhor diretor do Labor, não é verdade aquilo que afirma! Os vereadores da oposição, na referida reunião, e como ponto prévio, solicitaram ao Presidente da Câmara Municipal que adiasse, apenas, o ponto 15 da ordem de trabalhos, visto não terem tido tempo suficiente para analisarem os documentos, realizando-se a reunião com os restantes pontos da ordem de trabalhos.

No entanto, o senhor Presidente da Câmara Municipal optou por inviabilizar esta possibilidade, e por força da necessidade de analisar melhor a documentação, os vereadores da oposição viram-se forçados a invocar o incumprimento do prazo de entrega da documentação, num ato de compromisso e de respeito pelos sanjoanenses, que mereciam que este assunto fosse tratado com responsabilidade e profissionalismo.

E como se não bastasse, o senhor diretor do jornal Labor, numa clara tentativa de confundir os leitores, ainda tenta responsabilizar os vereadores da oposição de estarem a atrasar a candidatura e a prejudicar o município. E não satisfeito, compara esta situação ao sucedido com o processo das piscinas!

Ora, senhor diretor do jornal Labor, quem chumbou as piscinas foram os seus correligionários políticos, que muitos deles estão agora junto do atual Presidente da Câmara, e à data, o executivo não tinha maioria.

Senhor diretor do jornal Labor, sabemos qual é a sua orientação política, a qual respeitamos, no entanto, ficamos a conhecer o grau de compromisso que tem com a mesma. Pratica-la num editorial do seu jornal, que procura ser isento, é inaceitável. Pensávamos que não ia tão longe…

Perante estes factos, o PSD e CDS-PP de S. João da Madeira, bem como os vereadores Fátima Roldão e Paulo Cavaleiro não podem deixar de repudiar o editorial da edição do jornal Labor de 6 de dezembro, e exigir que o senhor se retrate, emitindo um pedido de desculpas público, pelo incumprimento e a falta de rigor no uso da argumentação apresentada por si, repondo a verdade dos factos, uma vez que não o fez na última edição”.

Susana Lamas (Presidente do PSD de S. João da Madeira)

Ricardo Mota (Presidente do CDS-PP de S. João da Madeira)

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