A Praça: um ex-líbris Sanjoanense

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Em primeira instância, permitam-me uma breve nota inteiramente pessoal. Eu não vivi a Praça como o epicentro social, cultural e comercial, sobre o qual muitos falam. Apesar disso, reconheço-lhe a sua grandeza e a sua marca, cuja propriedade pertence à cidade e aos Sanjoanenses.                                                                                                                     Ora, se esta propriedade nos pertence, parece-me óbvio, que todos nós nos devemos sentir responsáveis por fazer dela uma marca cada vez mais forte, atrativa e indiscutível.                                                                                                                       Este lugar deve ser na sua essência largo e espaçoso; ladeado por edifícios, onde o Parque América pela sua envergadura “pisca o olho” a todos os nossos visitantes, evidenciando-se como uma bandeira – Aqui é a Praça! Esta referência é, indubitavelmente uma publicidade inerente e gratuita para os nossos comerciantes. É um espaço que reúne todas as gerações. Esta transversalidade reflete-se, quando se realizam espetáculos, que fazem pulsar os corações dos mais jovens, ao passo que, os seniores também poderão encontrar a sua tranquilidade, através da leitura do seu jornal, tendo como fundo sonoro a leveza da água em dias de maior calor ou no florescer da primavera.                                    Por outro lado, tendo em conta a dimensão da nossa cidade – constituída por uma povoação ambiciosa e perseverante – não nos devemos cingir apenas à Praça; ou seja, as periferias devem-nos sempre acompanhar e preocupar. É imprescindível, que se continue a apostar na estratégia de galvanizar as empresas da Sanjotec e da Oliva Creative Factory, na medida em que, estas proporcionam-nos a almejada inovação e, os seus serviços conferem-nos uma crescente qualidade de vida.                                                                       Avançando este último ponto que é crucial, sob o ponto de vista da interdependência e das sinergias que a nossa cidade exige, retomo o tema central para referir a importância do comércio. Antes de mais, os nossos comerciantes não podem, de forma alguma, depender apenas e só de uma inovação forte e ambientalmente sustentável ou de um urbanismo magnânimo. Mais uma vez, reforço e relembro a necessidade emergente de uma responsabilidade partilhada, que passa inevitavelmente por uma renovação por parte destes agentes.                                                                                       Para além da imagem possante, que a nossa Praça deverá adquirir no atual século XXI, também é de salutar relevância, que o nosso comércio tradicional consiga competir com as grandes superfícies – este é um desafio iminente e global, que se impõe e sobre o qual, os seus protagonistas são chamados a apresentar soluções, sob pena de serem lançados a uma hasta pública. Os agentes públicos estão a querer dar um salto de gigante e, farão certamente todos os esforços para ajudarem os agentes privados – os comerciantes.                                                                                                                           Esta será uma Praça que em todas as suas perspetivas espaciais será identificada como um protótipo colorido, entre o azul e o verde, até porque todos nós já acreditamos num século sustentável, deixando para trás os séculos do betão!                                                 A visão e o futuro da Praça também têm que assentar numa ação imaterial. Esta ação implica, que cada um de nós assuma esta propriedade como sua, porque os lugares também são o que nós fazemos deles. A História e as suas histórias só são edificadas e transmitidas pelas pessoas que por lá passam e vivem.

 

 

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