Implementação deste projeto custará cerca de um milhão e 265 mil euros 

Era para ser a última reunião de câmara de 2018, mas afinal não foi. Hoje mesmo, pelas 11h00, o executivo municipal volta a reunir, extraordinariamente, para discutir e votar o ponto 12 da ordem do dia que, na sessão da passada terça-feira, a oposição pediu para adiar dando como justificação que precisava de mais tempo para analisar um tema que, em seu entender, “é complexo”.

Em cima da mesa de trabalhos estava o anteprojeto de “implementação de uma rede de ciclovias na cidade de S. João da Madeira” “para suportar a candidatura a cofinanciamento no âmbito do PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, através de uma ação contemplada no PAMUS – Plano de Ação para a Mobilidade Urbana Sustentável”. O objetivo é criar “condições para a utilização dos modos suaves nas deslocações intraurbanas”, sendo que a dita candidatura tem de ser apresentada até ao próximo dia 27.

“Nesta fase” a câmara propõe “a intervenção ao longo da Avenida do Vale, da Rua Manuel Vieira Araújo e nas articulações com as ruas dos Ribeiros, das Águas e do Grupo Patriótico Sanjoanense”, junto ao Parque Urbano do Rio Ul, contemplando “a requalificação destas vias pela introdução de ciclovias, a construção de passeios e a implementação de medidas de acalmia de tráfego”. O orçamento previsto para a sua execução é de cerca de um milhão e 265 mil euros mais IVA.

Segundo Jorge Sequeira, sendo aquela “uma zona que precisa de intervenção”, “pareceu-nos importante aproveitar o financiamento”. Trata-se, conforme disse o autarca sanjoanense, de “uma boa candidatura que responde a um conjunto de problemas básicos” e de “um local com potencial para servir de ‘semente’ a uma ciclovia”.

“Decisão condiciona o acesso à Zona Industrial”

Para Paulo Cavaleiro, esta “decisão condiciona o acesso à Zona Industrial [ZI]”. A propósito, o vereador da coligação do PSD/CDS/PP trouxe a público a possibilidade de, futuramente, vir ali a nascer um nó de acesso ao IC2, que já foi falada em anteriores mandatos e que, na sua ótica, traria “vantagens económicas” para o concelho. E até sugeriu à maioria que esta “devia aproveitar as boas relações com o Governo” para levar a avante esta “alternativa” de acesso à cidade, em particular à ZI das Travessas.

Opinião diferente tem o “vice” da autarquia. “Não creio que [este projeto] condicione ou inviabilize um futuro nó de acesso ao IC2”, afirmou José Nuno Vieira.

Nó de acesso não está previsto para “curto prazo”

Ao que o labor conseguiu apurar, entretanto, este assunto foi abordado numa das reuniões tidas entre o Município e a Infraestruturas de Portugal há uns tempos. Mas “não estará no plano de investimentos a curto prazo” da empresa pública.

O nosso jornal soube ainda que a edilidade está já “a pensar em soluções alternativas ao acesso ao IC2”.

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