Noite de homenagem a todas as mães

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GN

Apresentação do novo livro de Nanni Pinto em S. João da Madeira foi forte em emoções, bem à imagem da escritora

Não foi tal como Nanni Pinto desejava, mas andou lá perto. Por sua vontade, aquelas cadeiras na sala da Biblioteca Municipal Dr. Renato Araújo dariam lugar a um espaço livre onde todos estariam sentados no chão, isentos de formalismos e unidos pelo imenso e eterno amor às mães.

Nanni Pinto não conseguiu fazer desaparecer as cadeiras, mas a união e o amor estiveram sempre lá. Era impossível não os sentir!

A apresentação de “Mãemequer, jardim de perfumes” em S. João da Madeira, sua terra natal, foi, realmente, “um momento de intensa emoção”, “um momento maternal entre filhas e mães”. “Filhas que hoje também são mães e outras que, embora não o sejam, conhecem bem o sentido de sê-lo”, confirmando o que a escritora com raízes sanjoanenses tinha adiantado ao labor na última edição. Mas também “um grande pretexto para poder estar com os amigos”.

De facto, foram muitos os amigos que quiseram estar com Nanni Pinto naquela noite de sentida homenagem a todas as mães, mas também a todos os professores/educadores. Sim, porque, conforme referiu a autora na ocasião, “se a nossa mãe é uma primeira professora, a nossa professora também é uma mãe”.

Recorde-se que, em “Mãemequer, jardim de perfumes”, Nanni Pinto homenageiaa sua mãe Fernanda Pinto de Oliveira, e as suas primeiras duas professoras Maria Amélia e Carolina, “que também foram mães, professoras-mães extraordinárias. Mas o livro é também “uma homenagem à professora Laura que foi a professora do meu filho”.

Esta sua obra editada pela Editorial Novembro “transporta-nos” para um “jardim de perfumes”, “um jardim de mães”, “um jardim diversificado em formas e cores”, “um jardim que tem afetos, tem valores”. “É o jardim onde cresço e onde aprendi a ser quem sou. Este jardim é a primeira Escola: os primeiros passos na proteção da família e os primeiros passos na descoberta da escola”, afirmou.

E por falar em “jardim”, o Jardim do Sol, que Nanni Pinto frequentou em pequenina, “fez-se ouvir” naquela noite através do seu hino cantado por algumas ex-alunas presentes e, inclusive, pela diretora Maria da Graça Guedes de Pinho, que também marcou presença.

Nota ainda para outro momento alto, logo ao início da sessão, protagonizado por Beatriz Mogas, aluna de guitarra clássica do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, que tocou “Canino de Las Tropas”, peça de Carlos Moscardini. Destaque também para Helena Guedes, amiga desde tenra idade de Nanni Pinto, a quem coube apresentar “Mãemequer, jardim de perfumes”.

Em jeito de balanço, Nanni Pinto descreveu, ao nosso jornal, aquela sessão como “um momento de intenso aroma cujas mães foram o cenário dum jardim em flor!”. “O auge da apresentação do livro – prosseguiu – deu-se quando irrompeu do público presente, na voz de antigas alunas, o Hino do Jardim do Sol, essa escola que ensinou com arte, valores e liberdade! A essa voz juntou-se a querida diretora da escola, D.ª Maria da Graça Guedes de Pinho, que também esteve presente”.

“Foi um verdadeiro regressar ao “Berço d’encanto… das horas lindas da minha infância”! Obrigada a todos os que me ajudaram a construir este momento”, rematou a escritora.

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