Jorge Sequeira lançou o convite durante a apresentação do primeiro livro de poemas do médico sanjoanense

O Dr. Flores dos Santos Leite vai ser o comissário das comemorações do 35.º aniversário da Elevação de S. João da Madeira a Cidade.

O presidente da câmara Jorge Sequeira lançou o convite durante a apresentação do seu primeiro livro “Penas…da minha pena”, no dia 11 de janeiro, sexta-feira passada, nos Paços da Cultura.

O Dr. Flores Santos Leite sucede assim ao Dr. Manuel Pereira da Costa que recebeu o mesmo convite em 2018.

Um convite que “faz todo o sentido” pelo facto de este ser “uma das figuras mais carismáticas e importantes da cidade” com “um percurso de vida que também é o da cidade”, disse Jorge Sequeira, prometendo “umas comemorações dignas que contarão com a sua intervenção que certamente terá um momento poético”. O Dr. Flores Santos Leite considera-se um “candidato a poeta” que publica agora cerca de 150 poemas dos milhares que tem escrito ao longo da sua vida. Pelo facto de o médico de 92 anos continuar a escrever, o presidente da câmara aguarda pela apresentação de um novo livro em 2020.

Além do presidente da câmara, o poeta esteve ladeado de Magalhães dos Santos, do Dr. Francisco Costa e Emídio Costa, os seus irmãos da tertúlia “O ocaso no seu esplendor”, com quem reúne todos os dias, durante a apresentação do seu livro.

O Dr. Flores é uma pessoa com uma curiosidade insaciável” que “enriquece todos os que convivem com ele”. Ele é “uma preciosa ´biblioteca´ a quem frequentemente recorro”. Ele é “enciclopédico”, descreveu esta, entre muitas outras características do médico, Magalhães dos Santos.

Se não fosse o incentivo dado pelos “irmãos tertulianos” Francisco Costa e Emídio Costa, a quem se costuma juntar Magalhães dos Santos, o Dr. Flores dificilmente publicaria este livro de poemas. “Nós demos-lhe o valor merecido”, considerou o Dr. Francisco Costa, destacando a importância da publicação dos poemas em livro. “Se os livros que colocamos nas estantes raramente voltam a ser lidos, que será do material que é arquivado e não é publicado”, explicou o médico. O Dr. Francisco Costa teceu palavras sobre o Dr. Flores, o médico e o estudioso, cujo único lamento é que o dia tenha apenas 24 horas, o poeta que muitas vezes escreve durante a madrugada, o atleta que caminha todos os dias entre cinco a seis quilómetros, o amigo que reúne todos os dias com os “irmãos tertulianos” no café Colmeia, o amante da natureza que não dispensa a terapia que é tratar da sua horta.

A apresentação de “Penas…da minha pena” de Flores Santos Leite contou com as declamações de alguns dos seus poemas pelas vozes de Magalhães dos Santos, Raquel Gomes de Pinho, Irene Guimarães, Paula Portela, Francisco Costa e Emídio Costa, bem como com momentos musicais protagonizados pelo seu neto José Maria Lima.

 “Dizer que os adoro é muito pouco”

Os poemas escritos e publicados em “Penas…da minha pena” pretendem provocar uma “reflexão pessoal e coletiva das pessoas tornando-se para elas uma forma de suavizar o pouco tempo que levará ao final da nossa caminhada”, revelou Flores Santos Leite, esclarecendo que “os poemas contêm matéria de variadíssima natureza desde estados anímicos a factos e a personalidades em estilo de rima emparelhada”. O médico e poeta pediu a todos os presentes com base em tudo o que se passa à nossa volta para que sejam “mais humildes” e amem-se “uns aos outros”.

Os agradecimentos do Dr. Flores Santos Leite foram muitos. A começar pelos presentes e pelas entidades (junta e câmara) que permitiram a apresentação nos Paços da Cultura, continuando pelos “irmãos tertulianos” que “ajudaram ao parto da criança (entenda-se livro) sem anestesia” e terminando na família em geral, com um agradecimento particular à sua esposa Maria José que tem sido “a trave mestra que há mais de 60 anos aguenta as minhas mudanças de ritmos e abalos sísmicos”. Mais uma vez em relação à família, “dizer que os adoro é muito pouco”, concluiu o Dr. Flores Santos Leite.

DF

O labor esteve presente

DF

Entre os agradecimentos do Dr. Flores Santos Leite esteve um dirigido ao Labor pela cobertura que deu ao seu livro “Penas…da minha pena”, bem como ao seu percurso de vida.

Um dos livros oferecidos e autografados pelo autor foi entregue a Pedro Silva, diretor do Labor.

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