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Composta por sete pessoas oriundas do Sudão do Sul, que estiveram algum tempo num campo de refugiados no Egipto, a nova família acolhida pelo Centro Humanitário de S. João da Madeira (CHSJM) da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) já chegou a S. João da Madeira anteontem, terça-feira.  

Trata-se – segundo a diretora do CHSJM – de um casal, a mulher de 42 anos e o homem com 32 anos. Ela traz quatro filhos, um deles em comum com o namorado (um bebé de quase três anos). Os outros três filhos (duas raparigas e um rapaz) são fruto de uma outra relação. Têm 20, 17 e 14 anos. A de 20 anos traz um bebé de dois anos. Todos os elementos falam Árabe e dois deles falam um pouco de Inglês.

Em declarações ao nosso jornal, Joana Correia disse que, do pouco que comunicou  com eles, conseguiu perceber que “esta família vem de coração aberto, cheia de preocupações em colocar os filhos na escola, em aprender a falar Português e em saber mais sobre o nosso país”. Será, por isso, em seu entender, “um trabalho profícuo de integração”. 

“Com a vinda de bebés e de jovens, temos percebido, da experiência que temos com outras famílias, que as aprendizagens se fazem muito mais rápido. Os dois jovens têm ambições específicas: o rapaz de 14 anos quer jogar futebol e a rapariga de 17 quer ser professora de dança”, acrescentou a responsável diretiva.

Também de acordo com Joana Correia, “eles vinham muito cansados e acabaram por adormecer grande parte da viagem. Ao chegar a S. João da Madeira, começaram logo a apreciar a cidade e a fazer comentários entre si. Fomos comprar o jantar e um telemóvel para a família, que se via sem qualquer forma de comunicação”.

“Espera-nos agora perceber se a aceitação desta família sudanesa por parte da comunidade sanjoanense será tão boa como foi com a anterior família síria. Da nossa parte, iremos continuar a trabalhar a comunidade, a escola e os pares para que seja possível encarar esta realidade como um dever cívico de todos nós”, garantiu Joana Correia.

A título de curiosidade, registe-se que a estrutura local da CVP de S. João da Madeira ficou com a família maior do grupo de refugiados que chegou dia 15 a Lisboa, o que se deve “à experiência positiva que temos tido a integrar famílias numerosas e à integração de crianças e jovens em meio escolar”, justificou a diretora, rematando: “Ficamos felizes por estarmos a ser bem sucedidos num trabalho diferenciado e de grande preocupação europeia neste momento”. 

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