Desde a sua primeira edição em 2006

Sete bandas, uma noite! Depois de um ano de interregno, o mítico festival de bandas de garagem sanjoanenses, promovido pela Associação de Jovens Ecos Urbanos (AJEU) de S. João da Madeira (SJM) em coorganização com a câmara municipal, está de volta num formato mais concentrado. Primeiro, para tentar “canalizar recursos humanos, financeiros e materiais”, mas também, e sobretudo, “para que as bandas toquem para mais público”. A AJEU acredita que “a capacidade de mobilização de cada banda (e da própria associação) poderá ser uma mais-valia para a envolvência do festival”.

Bilheteira reverte para causa solidária

É já no próximo dia 9, pelas 21h30, que a 10.ª edição do Ecos Rock tem lugar na Sala dos Fornos da Oliva Creative Factory (OCF), com as receitas da bilheteira a reverterem, desta vez, para a campanha “Apadrinhe esta Ideia”. Cada bilhete tem um custo de quatro euros. E a organização avisa, desde já, que não será possível o pagamento via multibanco no local.

“Porque queremos cada vez mais ligar a atividade social à atividade cultural da associação, canalizaremos as receitas para a campanha ‘Apadrinhe esta Ideia’, que visa apoiar as famílias acompanhadas pelo nosso Centro Comunitário em géneros alimentares e despesas de saúde e habitacionais”, explicou em exclusivo ao labor a presidente da AJEU, recordando outras iniciativas também já beneficiadas pelo Ecos Rock. Caso, por exemplo, da “campanha ‘Liga-te à Corrente’, que tinha como objetivo angariar fundos para a compra de material de luz e de som”.

  São sete as bandas participantes nesta 10.ª edição

Um cartaz cheio de power,que promete muito rock, metal, hardcore, indie e experimental, é o que, segundo Rita Pereira, podemos esperar desta edição do Ecos Rock. “Bom som e bom ambiente estão garantidos” neste serão musical a “não perder”, acrescentou a dirigente associativa.

É Isac, pseudónimo do cantor e compositor Isaías Ricardo Pereira, quem vai abrir o festival. Tendo iniciado o percurso musical aos 12 anos de idade, este músico natural de SJM foi vocalista dos BetterShell e dos Metta e compôs e escreveu inúmeras músicas para as bandas por onde tem passado. Aliás, com elas venceu vários prémios e partilhou o palco com mais de uma dezena de artistas reconhecidos a nível nacional e internacional.

Seguem-se The Burgundy’s Tie – um projeto recente de músicas originais de estilo rock alternativo e em que a formação atual conta com quatro amigos oriundos de Santa Maria da Feira com ligações secretas a SJM – e “um saboroso descompromisso musical” com STéP – Sardinha Também é Peixe. “Sustentada pelos pilares da música e mistério, esta coisa, chamemos-lhe assim, rege-se pela intemporalidade categórica que é O Acaso”.

Já Rita Lina apresenta-se como um coletivo musical “economicamente inviável”, cujas “melodias são uma variedade de maturação tardia, com elevada densidade, garante duma resistência adequada ao momento musical atual”.

A caminho da reta final, a nova banda de hard metal Take Back vai dar continuidade ao “galope acústico”. Rui Andrade (voz), Carlos Ferreira e Fábio Fabz (guitarras), Cláudio Pinho (baixo) e Rúben Vides (bateria) vão oferecer ao público música 100% feita em SJM.

Depois chegam os Redemptus. Trata-se de um trio sludge/post-metal, com o seu percurso bem traçado no panorama underground e que contabiliza já várias tournées nacionais e internacionais no seu currículo. Não é a primeira vez que vem ao Ecos Rock.

A fechar, Voyance, também repetentes do Ecos Rock, deambulam por entre o death metal e o grind, com tendência para fugir ao protocolo imposto pelos géneros e uma manifesta falta de paciência para tocar devagar.

Contas feitas, são sete as bandas que vão dar vida a mais um Ecos Rock e que se juntam, assim, às mais de 50 que atuaram ao longo das nove edições já realizadas, algumas mais do que uma vez.

Prana também passaram por este festival

O Ecos Rock surgiu em 2006 “por proposta de uma série de bandas locais que que queriam mostrar ao público aquilo que ensaiavam nas ‘garagens’ – música rock”. Estas, de acordo com Rita Pereira, tentaram alguns apoios, nomeadamente junto da autarquia, mas sem sucesso. “Foi então que apresentaram a proposta à associação, que foi apreciada e votada favoravelmente. Afinal, somos uma associação de jovens que apoiamos e apoiávamos projetos apresentados por jovens”, completou a líder diretiva.

Para Rita Pereira, 10 edições de Ecos Rock representam “muito”. “Nós somos ‘o sítio’, onde as ideias nascem e evoluem. Damos palco e eco a todos aqueles que, pelos mais diversos motivos, recorrem a nós”, disse a responsável, prosseguindo: “E a verdade é que o Ecos Rock é muito isso. É tirar da sala de ensaios e dar palco ao trabalho e talento das bandas com ligação a S. João da Madeira. E quando estas ganham outras asas, como o caso dos Pranaque tocaram no Ecos Rock em 2007, não deixamos de sentir orgulho por terem passado por nós”.

Ecos Rock começou na garagem do Museu da Chapelaria

Ao longo destas 10 edições houve mudanças para melhor. Ano após ano, tem havido – conforme adiantou ao nosso jornal Rita Pereira – “um investimento e uma tentativa de melhorar a qualidade do som, que é uma mais-valia para quem ouve, mas é ainda melhor para quem toca no ‘nosso’ palco”.

Além disso, o Ecos Rock, que começou por se realizar na garagem do Museu de Chapelaria, sobe agora, passados todos estes anos, “ao palco de uma das mais emblemáticas salas da nossa cidade – a Sala dos Fornos” da OCF.

Mais informações em www.ecosurbanos.pt e www.facebook.com/ecos.urbanos

 Bandas do Ecos Rock 2019

 

Voyance

Redemptus

Take Back

Rita Lina

STéP l Sardinha Também é Peixe

The Burgundy’s Tie

Isac

 

 

 

 

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