2019 será um ano em grande para a Coleção Treger/Saint Silvestre

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Exposição dedicada à coleção de arte bruta sedeada no Núcleo de Arte da Oliva é inaugurada em outubro na Casa Encendida (Madrid)

Patente ao público de 11 de outubro de 2019 a 5 de janeiro de 2020, na Casa Encendida, “O olho eléctrico/El ojo eléctrico” concentra-se exclusivamente em obras da Coleção Treger/Saint Silvestre, uma das mais ricas e completas coleções de arte bruta da Europa construída ao longo de cerca de quatro décadas pelos colecionadores Richard Treger e António Saint Silvestre.

A coleção que detém mais de mil obras de arte bruta e outsiderestá em depósito no Núcleo de Arte da Oliva (NAO), em S. João da Madeira, desde 2013, onde – de acordo com nota de imprensa remetida à nossa redação – tem vindo a ser apresentada através de um programa regular de exposições, fazendo deste centro de arte o único no país a trabalhar com arte bruta e outsider, a par de uma programação dedicada também à arte contemporânea.

Em Madrid, conforme adianta o comunicado recebido pelo labor, vão estar expostas mais de 60 obras da coleção sob a curadoria de Antonia Gaeta, que comissariou já três exposições de arte bruta no NAO, e Pilar Soler, curadora da Casa Encendida.

A mostra coloca em foco obras que apresentam visões do universo e cosmogonias, segundo as palavras das curadoras, “concentra-se na apresentação de uma série de obras que usam linguagem artística para desvendar uma enigmática ida e volta entre várias dimensões ou entre uma realidade visível e invisível, mediante mensagens criptografadas e estruturas cosmológicas como suporte para realidades e mundos diferentes, muitas vezes deliberadamente obscuros e de complicada iconografia. (…) O projeto da exposição, pensado nestes termos, mostra a força dos processos subjetivos, obsessões compulsivas e visões fantásticas”.

Novas exposições também no país, inclusive no Núcleo de Arte

Mas atenção que 2019 será um ano de grande destaque para a coleção também a nível nacional. É que já no próximo mês de março, com obras de artistas lusófonos presentes na coleção, inaugura no Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva a exposição Lusofolia,com curadoria de António Saint Silvestre e Stéfanie Franco. E em maio, no âmbito da programação da Trienal de Arquitetura é apresentada, também com curadoria de Antonia Gaeta uma exposição no Palácio Sinel de Cordes.

Para além disso, a coleção vai ser dada a conhecer em duas mostras no Núcleo de Arte da Oliva, com a primeira a ser inaugurada no início de março, sob curadoria de Alaina Claire Feldman, curadora norte americana, que foi diretora de exposições do ICI (Independent Curators International) em Nova Iorque e que é a atual diretora da Mishkin Gallery, Museu da City University of New York (CUNY).

DR
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