“Uma escola para a vida”. Assim se intitula, no seu site, o Centro de Educação Integral (CEI), de S. João da Madeira, que se encontra a comemorar 30 anos de formação de pessoas.

Volvidas três décadas desde o início desta missão, o diretor do CEI faz um balanço “francamente positivo, visível através da confiança que as famílias depositam em nós todos os dias”.

Em declarações exclusivas ao labor, Joaquim Valente assegurou que querem “continuar a desenvolver um projeto educativo diferente [desde a creche ao ensino secundário], com vista à formação integral de jovens ativos e felizes”. Daí terem “vários projetos a decorrer”, entre os quais a coordenação do Erasmus+: “Let’s become mathematicians, shall we?”, que no final de março levará seis alunos em intercâmbio à Polónia; a participação no Parlamento dos Jovens e na Assembleia Municipal Jovem, com o intuito de promover a cidadania ativa, sempre integrados na comunidade regional onde estão inseridos; e a dinamização do currículo sócio-emocional “O Líder em Mim”, que promove um crescimento pessoal em cada profissional, aluno e família.

 Comemorações do 30.º aniversário

Joaquim Valente e a sua equipa prepararam um programa comemorativo para assinalar os 30 anos do CEI. A festa de aniversário, digamos assim, começou no passado dia 31 com a conferência “Como os humanos aprendem” que contou, como oradora convidada, com Paula Marques, da Porto Business School (ver caixa).

Esta iniciativa surgiu, segundo o responsável diretivo, no seguimento de uma parceria de formação que o CEI estabeleceu com a Porto Business School (PBS). “Numa altura em que as escolas estão a ser desafiadas para se adaptarem às exigências do século XXI, associámo-nos à PBS para melhor compreender que perfil e que competências as empresas procuram e valorizam e como podemos formar os jovens de hoje para terem sucesso num futuro incerto”, explicou Joaquim Valente, acrescentando que “a conferência de 31 de janeiro teve como objetivo envolver os pais e a comunidade escolar nesta reflexão, pois a escola não age sozinha na educação dos jovens. É necessário que as famílias compreendam que a educação dos seus filhos não pode ser igual à que tiveram e que o futuro deles não depende das mesmas competências que os pais desenvolveram”.

“Somos parceiros das famílias para melhor educar”, sendo que “este é um trabalho contínuo que não começou, nem terminou, com esta conferência”, deixou claro o diretor, chamando a atenção ainda para que “não há receitas de sucesso para a educação” e que, por isso, “todos os dias temos de experimentar e adequar estratégias e metodologias a cada aluno e a cada família”.

Nota também para os “Dias Abertos”, promovidos para proporcionar aos alunos, famílias e comunidade momentos descontraídos de aprendizagem e de reforço de relações interpessoais, através de atividades lúdicas, divertidas e interativas. No âmbito destes, “os alunos dinamizaram torneiros de xadrez, do Jogo do 24 e de futebol; participaram num divertido Talent Show onde revelaram os seus talentos; e dinamizaram Laboratórios Abertos, com os alunos de Ciências do ensino secundário a ensinar experiências fascinantes aos seus colegas mais novos”, adiantou Joaquim Valente.

Já no sábado transato, o CEI convidou famílias da região para Oficinas em Família, com os professores e educadoras a dinamizarem atividades práticas em família como, por exemplo, pinturas faciais, criação de fantoches, cidade de legos, caça ao tesouro, etc.. Houve ainda uma missa de ação de graças celebrada na igreja sanjoanense.

“Fazer perguntas é o caminho”

Paula Marques, da Porto Business School (PBS), foi a dinamizadora da conferência “Como os humanos aprendem” que, na passada quinta-feira, levou vários alunos, pais e outros membros da comunidade educativa à biblioteca do Centro Integral de Educação (CEI).

No CEI, a diretora executiva da PBS falou da “era exponencial”, “em que já não temos de ser especialistas, mas vamos ter de saber muitas coisas”. Nesta nova era, “fazer perguntas é o caminho”. Por isso, “vamos ensinar as pessoas a fazer perguntas”, defendeu.

“É preciso formar pessoas que fazem perguntas, que provoquem e que incomodem”, reforçou a ideia, dando nota que se vivem tempos em que “as perguntas são incómodas”, chegando mesmo a ser encaradas “como um ato de insubordinação ou de desconhecimento”.

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