O primeiro Centro de Responsabilidade Integrada (CRI) na área da obesidade, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), está a funcionar no Hospital de S. Sebastião do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (CHEDV).

“Uma extensão deste serviço está prevista começar a funcionar a curto e médio prazo ao longo deste ano no Hospital de S. João da Madeira”, revelou fonte ligada ao centro hospitalar, em exclusivo, ao labor.

O Governo apresentou este modelo, em setembro do ano passado, que pretende reorganizar internamente os hospitais do SNS para responder melhor às necessidades dos doentes e diminuir as listas de espera.

O CRI é uma organização dentro do próprio hospital com autonomia financeira que permite ao doente um tratamento de forma integrada. “Os profissionais que fazem parte dos serviços também integram o CRI, organizando-se de modo a que o doente seja tratado o mais em linha reta possível e sem ter de ser deslocar em diversos dias a vários locais”, explicou o CHEDV ao labor.

A equipa é constituída por cinco cirurgiões, um cirurgião plástico, dois endocrinologistas, oito anestesiologistas, dois gastrenterologistas, um psiquiatra, técnicos superiores (dois psicólogos e um nutricionista), enfermeiros, assistentes técnicos e assistentes operacionais, que dedicam uma percentagem do seu trabalho ao CRI e a restante é dada ao movimento normal do hospital.

Um dos objetivos do CRI é “mais do que duplicar o número de cirurgia em três anos”, adiantou o CHEDV ao labor.

A cirurgia da obesidade reserva entre cinco a sete tempos de bloco por semana e embora em 2017 tenham sido realizadas 300 cirurgias o “número tem vindo a decrescer, mas que se espera que aumente com o CRI”, adiantou o centro hospitalar.

De acordo com a previsão do CHEDV para os próximos três anos, o CRI irá operar 400 doentes em 2019, 420 em 2020 e 440 em 2021 e espera aumentar o número de consultas para 638 em 2019 e para 696 em 2021 e que o de segundas consultas aumente de 800 em 2019 e para 900 em 2021. Uma outra meta deste modelo passa por diminuir a média de internamento dos atuais 3,6 dias para 2,5 dias em 2019, para 2,3 dias em 2020 e para dois dias em 2021. Além disso, “tentar-se-á manter a taxa de mortalidade de 0% como tem estado aqui e baixar a taxa de morbilidade para -5%” adiantou o CHEDV ao labor.

 

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