Esta era para ser a imagem do cartaz de promoção das 90 empresas portuguesas de calçado que marcaram presença, de 10 a 14 de fevereiro, na MICAM em Itália.

Era para ser até ao momento em que foi chumbada pelo comité de ética da maior feira de calçado do mundo, levando a que a APICCAPS tivesse de escolher uma outra imagem para colocar na entrada principal da MICAM.

“Disseram que era preciso substituirmos o cartaz porque a imagem era muito provocante. Parecia um Jesus Cristo sexy”, contou fonte ligada à direção da APICCAPS ao Expresso.

A imagem da campanha Portuguese Shoes 2019 dá protagonismo aos bailarinos da Companhia Nacional de Bailado e usa a dança como metáfora da elegância e força do calçado nacional no mundo na última década, mas acabou por ser substituída.

Para a indústria portuguesa de calçado, considerada “a mais sexy da Europa”, esta ação de censura não é inédita. Num dos casos, em 2001, “a Arábia Saudita apreendeu e queimou material de promoção do setor por considerar que continha imagens pornográficas”. Num outro, em 2014, “depois de o setor bater o champanhe francês e vencer o prémio europeu de promoção empresarial na categoria de apoio à internacionalização das empresas, uma exposição da campanha vencedora na Assembleia da República também mereceu reparos e foi preciso retirar uma das imagens porque entre os deputados houve quem a considerasse ´demasiado chocante´”, fundamentou o Expresso.

A direção da APICCAPS reagiu a esta mais recente ação de censura “sem dramas, mas com alguma surpresa”, avançou o Expresso, indicando que, “mais do que a polémica à volta da censura às suas campanhas, prefere destacar o facto de Portugal ter a segunda maior delegação estrangeira na MICAM, juntando um grupo de empresas que empregam oito mil pessoas e exportam 500 milhões”.

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